Oded Balilty/AP
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Morre o arqueólogo que descobriu a tumba do rei Herodes

Ehud Netzer encabeçou diversas escavações importantes em décadas de atividade

Associated Press, AP

29 Outubro 2010 | 18h35

O arqueólogo israelense Ehud Netzer, que ficou famoso com a descoberta do palácio de inverno do rei Herodes e da tumba do monarca, morreu depois de sofrer uma queda no local das escavações. Ele tinha 76 anos.

 

Netzer encabeçou diversas escavações importantes em décadas de atividade, num país onde o passado distante tem um papel central na vida pública onde arqueólogos às vezes se tornam celebridades. O primeiro-ministro de Israel emitiu uma nota de pesar por sua morte.

 

As descobertas de Netzer ajudaram a expandir a compreensão moderna da antiguidade da Palestina e especialmente do rei Herodes, um extravagante governante judeu que atuava sob o domínio de Roma, há 2.000 anos.

 

A partir da década de 1960, Netzer tomou parte na escavação de Massada, um dos sítios arqueológicos mais famosos de Israel. Ali, arqueólogos revelaram o cenário de um impasse entre legionários romanos e rebeldes judeus após a destruição do Segundo Templo de Jerusalém, no ano 70. O cerco terminou com o suicídio em massa dos judeus.

 

Mas ele ficou mais conhecido pela escavação do palácio de inverno de Herodes, perto da cidade de Belém. Em 2007, após 37 anos de trabalho, Netzer identificou a tumba de Herodes.

 

Herodes Magno era o pai de Herodes Antipas, o governante que aparece na narrativa do Novo Testamento sobre João Batista.

 

Netzer estava conversando com colegas de trabalho no local da escavação quando um corrimão de madeira se quebrou e ele caiu vários metros, sofrendo ferimentos graves, disse o arqueólogo David Amit. Foi hospitalizado, mas morreu na quinta-feira.

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