Mortalidade infantil no mundo cai 27% em 17 anos, diz OMS

Desnutrição infantil caiu de 27% para 20% e 1,1 bilhão de pessoas ganham acesso a saneamento básico

Luiz Raatz, do estadao.com.br,

21 Maio 2009 | 12h46

A mortalidade infantil no mundo caiu 27% entre 1990 e 2007, informou nesta quinta-feira, 21, a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu Relatório Estatístico sobre a Saúde no Mundo. As metas do milênio, estabelecidas pela ONU para 2015, preveem uma queda de 2/3 no indicador na comparação com 1990.

Veja também:

link Expectativa de vida sobe e mortalidade infantil cai no Brasil

"Este declínio mostra o que podemos alcançar", disse o diretor de estatísticas da OMS, Ties Boerma à Associated Press. A mortalidade materna, segundo a OMS, no entanto, permanece praticamente inalterada.

A OMS também verificou melhoras em outros indicadores de saúde, como desnutrição infantil, acesso a água potável, tratamento médico para HIV, e queda de doenças endêmicas, como malária e tuberculose.

A desnutrição infantil caiu de 27% em 1990 para 20% em 2007. O número de pessoas com acesso a água potável subiu de 4,1 bilhões para 5,7 bilhões. Outras 1,1 bilhão ganhou acesso a saneamento básico no período.

O alcance do tratamento para vítimas do vírus da aids chegou a 30% em países em desenvolvimentos em 2007. A meta de redução para tuberculose estipulada para 2004 foi cumprida e o número de casos de malária caiu 50% em 27 países.

"O aumento no uso de inseticidas para malária, reidratação para diarreia, melhor acesso a vacinas e condições sanitárias em países em desenvolvimento tem se provado efetivos", disse o diretor.

Com esta melhora nos indicadores de saúde e o fim de conflitos armados, alguns países em desenvolvimento tiveram um salto na expectativa de vida de seus cidadãos desde 1990. É o caso de países africanos como a Eritreia, cuja longevidade saltou de 36 para 63 anos, e a Libéria, onde a expectativa de vida melhorou de 31 para 56. Outros países como Angola, Bangladesh, Ilhas Maldivas, Níger e Timor Leste também avançaram neste quesito.

Outras nações africanas, como o Zimbábue e Lesoto, viveram uma piora drástica em suas condições de saúde. A expectativa de vida no país do ditador Robert Mugabe, caiu de 60 para 45 anos, uma das menores do mundo. Ao contrário de nações como Serra Leoa e Afeganistão, que estão nas últimas colocações da lista, com longevidade de 41 e 42 anos, o Zimbábue não vive um conflito armado. Os países com maior expectativa de vida são Japão, com 83 anos, e San Marino, com 82.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.