Wilmot Chayee/AP<br>
Wilmot Chayee/AP<br>

Morte por Ebola põe Estados Unidos em alerta aéreo

Paciente no Texas morreu ontem e há ainda outro caso suspeito; 5 dos principais aeroportos vão medir temperatura de passageiros

O Estado de S. Paulo

08 Outubro 2014 | 23h14

O primeiro paciente diagnosticado com Ebola nos Estados Unidos morreu ontem. Thomas Eric Duncan, de 42 anos, havia viajado da Libéria para o continente americano, onde começou a apresentar sintomas. O número de mortos no mundo já chega a 3.865 e o de contaminados, a 8.033. Também ontem, os EUA anunciaram que vão ampliar o controle de passageiros em cinco dos principais aeroportos e o secretário de Estado, John Kerry, falou em “crise mundial urgente”.

Duncan havia ajudado no transporte de uma grávida infectada, antes de viajar para os Estados Unidos. No dia 25, começou a apresentar sintomas da doença e procurou o Hospital Presbiteriano de Dallas. Depois de uma consulta, foi enviado de volta para casa com uma prescrição de antibióticos. O paciente estava no apartamento de sua namorada, com mais três pessoas. Todos conviveram com Duncan por três dias.

Eles e outras 44 pessoas estão sob vigilância sanitária. Ontem, um novo paciente com sintomas da doença foi internado no Presbiteriano – Michael Monnig, do escritório do xerife, teria participado do processo de desinfecção da casa de Duncan.

A morte ainda abre uma discussão sobre novos tratamentos – dois americanos sobreviveram à doença com o uso do ZMAPP, que está esgotado. Duncan e um cinegrafista da NBC, em tratamento em Omaha, receberam outro remédio em teste, o Brincidofovir. Em Omaha, o cinegrafista ainda receberá hoje uma transfusão de sangue do primeiro sobrevivente, Kent Brantly, na tentativa de melhorar o quadro clínico.

Medidas de prevenção. “O Ebola é uma crise mundial urgente, que exige uma resposta mundial urgente”, disse ontem o secretário de Estado, John Kerry. Ao lado de seu colega britânico, Philip Hammond, ele destacou a necessidade de criação de unidades de tratamento. Na sequência, a Casa Branca informou que vai checar a temperatura dos passageiros que chegarem de Libéria, Guiné e Serra Leoa nos aeroportos JFK, de Nova York; Dulles, de Washington; O’Hare, de Chicago; Hartsfield-Jackson, de Atlanta, e Newark Liberty, de New Jersey. Os sintomas de Ebola são febre, diarreia, vômitos e fortes dores musculares e nas articulações. / COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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