Morte por febre amarela é confirmada em Estado argentino

Caso foi confirmado após uma semana da morte da vítima; mais três casos já foram confirmados em Misiones

Efe,

17 de março de 2008 | 17h30

As autoridades do Estado de Misiones, na Argentina, que faz fronteira com o Brasil e o Paraguai, confirmaram nesta segunda-feira, 17, o primeiro caso de morte por febre amarela registrado no país. A vítima foi Lorenzo Rodríguez, que morreu na semana passada em um hospital, e teve a causa de sua morte confirmada após exames realizados nos últimos dias.   A filha de Rodríguez, de 16 anos, também foi infectada com a doença, mas evolui favoravelmente em um hospital da localidade de Oberá, de acordo com o secretário de Saúde Pública de Misiones, José Buccione.   O Ministério argentino de Saúde confirmou a existência de três casos de febre amarela em Misiones e informou que há vigilância epidemiológica em aproximadamente 60 casos de pessoas com sintomas da doença na área de risco, que abrange, além dessa província, outras três da região fronteiriça com o Paraguai e o Brasil.   "Temos confirmados três casos, todos de pessoas que vivem em regiões rurais. Fazemos vigilância intensificada de outros 60", disse à agência estatal Télam Hugo Fernández, diretor de Prevenção de Doenças de Risco.   A febre amarela já causou a morte de oito pessoas este ano no Paraguai. No Brasil, onde o surto explodiu no final de 2007, foram registradas vinte mortes por causa da doença.   A febre amarela é uma doença viral aguda e infecciosa que se transmite pela picada dos mosquitos dos gêneros Aedes, como o aegypti, haemagogus e sabethes, que vivem geralmente a menos de 1,3 mil metros acima do nível do mar. A doença é normalmente reconhecida pelos sinais de icterícia que afetam alguns pacientes e febre aguda.

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