Morte súbita de bebês pode estar vinculada a infecções

O estafilococo áureo e o Escherichia coli foram encontrados em altos níveis nas autópsias de bebês

Efe

29 de maio de 2008 | 21h45

O estafilococo áureo e o Escherichia coli (E.coli) podem estar vinculados à morte súbita infantil, devido aos altos níveis destas bactérias encontrados nas autópsias de bebês mortos, segundo a revista The Lancet.   Especialistas do hospital pediátrico Great Ormond Street, em Londres, chegaram a estas conclusões, publicadas na última edição da publicação médica britânica, após analisar os casos de mortes inexplicáveis de menores de um ano de idade.   Neil Sabire, Nigel Klein e Marian Malone, do centro médico, revisaram os resultados das autópsias praticadas em crianças para estabelecer se as infecções bacterianas podiam ser as causas de mortes súbitas em bebês.   Para chegar às conclusões sobre o possível vínculo entre estas mortes e as bactérias, os especialistas revisaram as autópsias realizadas no Great Ormond Street entre 1996 e 2005.   Foram analisados os casos de 546 bebês, com entre sete e 365 dias de vida, que morreram repentinamente e sem explicação. Em muitos casos, foi detectada a presença dos citados agentes patogênicos.   "Nossos resultados sugerem que os micróbios ou produtos microbianos podem estar relacionados a patogêneses de uma proporção de mortes súbitas inexplicáveis. Devemos investigar o mecanismo fisiopatológico envolvido nestes casos", indicam os autores.   Em alguns comentários que acompanham esta análise, os médicos James Morris e Linda Harrison, do hospital Royal Infirmary de Lancaster (noroeste da Inglaterra), assinalam na Lancet que os bebês que sofrem morte súbita passam em muitos casos por um processo de inversão rápida no quadro clínico: vão da perfeita saúde à morte em pouco mais de uma hora.

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