Mortes por Aids caem no mundo após melhora no acesso a medicamentos

Um número menor de pessoas infectadas pelo HIV no mundo está morrendo, uma vez que mais pessoas obtêm acesso às drogas antiretrovirais, especialmente na África subsaariana, informou o programa de Aids da Organização das Nações Unidas (ONU) na quarta-feira.

DEENA BEASLEY E TOM MILES, Reuters

18 Julho 2012 | 17h22

A ONU estima que cerca de 34 milhões de pessoas vivam com o vírus da imunodeficiência humana (HIV), causador da Aids. Em um relatório divulgado antes do encontro anual da Sociedade Internacional da Aids de 2012, programado para a semana que vem em Washington, a organização informou que o número de mortes relacionadas à Aids caiu para 1,7 milhão no ano passado - abaixo do pico de 2,3 milhões em 2005 e de 1,8 milhão em 2010.

O declínio foi provocado por um acesso maior aos medicamentos que ajudam as pessoas a conviver com a doença. Estima-se que 8 milhões de pessoas em países de renda baixa e média recebam atualmente drogas antirretrovirais. A meta da ONU é elevar esse número para 15 milhões de pessoas até 2015.

"Uma das mensagens chave que eu acredito que sairá dessa conferência é a de otimismo e esperança de que conseguiremos chegar à meta dos 15 milhões até 2015", disse o médico Gottfried Hirnschall, diretor do Departamento de HIV da Organização Mundial da Saúde (OMS), durante um briefing para a imprensa em Genbra.

Paul De Lay, diretor-executivo adjunto da Unaids, afirmou que o progresso geral no tratamento da doença pode ser ameçado por um surto de infecção em grupos menores de pacientes, incluindo na Europa do Leste e nos Estados Unidos.

"Estamos observando uma epidemia que durará outros 40 ou 50 anos para chegar ao que consideramos o menor número possível de infecções", afirmou De Lay.

"Isso nos lembra de que a prevenção deve ser sustentada, da mesma forma como falamos de tratamento sustentado. Até termos uma vacina, isso ainda terá de ser parte dos programas de saúde de todos os países", afirmou ele.

As autoridades de saúde pública estão considerando um uso mais amplo dos medicamentos para o HIV em pessoas que não estão infectadas com o vírus, mas têm um alto risco de contraí-lo. Nesta semana, os reguladores de saúde norte-americanos aprovaram pela primeira vez o uso da droga Truvada, da Gilead Sciences Inc's, para prevenir o HIV.

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