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Mortes por aids e infecções por HIV caíram em 2011, diz ONU

Mas progresso do controle da epidemia continua lento, segundo um relatório da agência das Nações Unidas contra a aids

Efe,

18 Julho 2012 | 15h32

As mortes causadas pela aids e as novas infecções por HIV diminuíram em 2011, em relação a 2010, mas o progresso do controle da epidemia continua lento, segundo um relatório da agência das Nações Unidas contra a aids (Unaids) divulgado nesta quarta-feira, 18.

Os registros de mortes pela doença caíram de 1,8 milhões em 2010 para 1,7 milhões em 2011, enquanto as novas infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) passaram de 2,6 milhões para 2,5 milhões, de acordo com o relatório intitulado "Together we will end aids"("Juntos vamos acabar com a aids"), apresentado em Washington.

Em 2011, 34,2 milhões de pessoas viviam com o HIV no mundo, o número mais alto registrado até o momento devido ao prolongamento da média de vida conseguida graças aos tratamentos antirretrovirais.

Os números de mortes e novas infecções em 2011 são os mais baixos da última década, segundo o relatório, que foi levado a público em Washington às vésperas da XIX Conferência Internacional da aids (aids 2012), que será realizada na capital americana a partir de domingo.

O número de novas infecções por HIV em crianças (330 mil) também foi o menor desde 2001, depois de chegar a 570 mil em 2002 e 2003.

Um dos dados mais preocupantes é o número de novas infecções por HIV entre adultos, que permanece estagnado em 2,2 milhões desde 2009.

Os jovens entre 15 e 24 anos representam 40% das novas infecções pelo HIV em adultos, enquanto os casos de infecção em mulheres dessa idade, muitas delas vítimas de violência sexual, são o dobro dos registrados entre os homens.

O número de pessoas com acesso ao tratamento antirretroviral aumentou 20% de 2010 a 2011 e o avanço mais significativo aconteceu na África Subsaariana, onde a porcentagem de infectados que podiam seguir esses tratamentos e as receberam cresceu de 19% a 56%.

Em nível global, 54% dos 14,8 milhões de pessoas que precisavam de tratamento e cumpriam os requisitos o recebiam em 2011. No entanto, o acesso a esse tratamento seguia sendo baixo na Europa oriental e Ásia Central (23%), e no Oriente Médio e África setentrional (13%).

O investimento mundial para combater a epidemia chegou a US$ 16,8 bilhões em 2011, 11% a mais do que em 2010.

Os países de baixa renda cobrem agora mais de 50% do financiamento mundial, segundo o relatório da Unaids.

De todas as pessoas que viviam com HIV no mundo em 2011, 23,5 milhões (mais de dois terços) delas estavam na África Subsaariana. Além disso, mais de 90% das crianças que vivem com HIV no mundo moram na África Subsaariana.

Em sua introdução ao relatório, o diretor da Unaids, Michel Sidibé, destacou o "crescente otimismo" no mundo para pôr fim à epidemia mediante a aplicação do tratamento adequado e a prevenção.

Esta semana a US Food and Drugs Administration (FDA, Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos) aprovou o primeiro medicamento para reduzir o risco de infecção pelo vírus da aids, denominado Truvada.

Recentemente a agência americana aprovou também o primeiro exame para a detecção do HIV sem receita, outro feito histórico.

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