Mortes por diabete podem dobrar na próxima década, alerta a OMS

Organização destaca efeitos da doença nos países menos desenvolvidos; dia mundial é domingo

Efe

12 Novembro 2010 | 18h17

GENEBRA - Mais de 200 milhões de pessoas no mundo têm diabete e cerca de um milhão morre a cada ano por causa da doença, número que pode dobrar na próxima década se não forem adotadas medidas urgentes, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

Os números foram divulgados por ocasião do Dia Mundial da Diabete, lembrado neste domingo, 14. Em comunicado, a OMS ressalta as consequências da doença, sobretudo na população dos países menos desenvolvidos.

"A maioria das pessoas com diabete vive em países de renda baixa ou média e tem entre 45 e 64 anos", destaca a organização. Nesses locais, os meios para controlar e detectar a doença a tempo são insuficientes por causa da elevada despesa que representa para o sistema de saúde. Cerca de 80% das mortes por diabete no mundo são registradas nessas regiões, em decorrência de condições precárias.

O efeito do não controle do problema é a hiperglicemia (aumento das taxas de açúcar no sangue), que com o tempo afeta gravemente vários órgãos e sistemas. Segundo a OMS, manter uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas e não fumar são algumas das medidas que ajudam a prevenir a diabete.

A Assembleia Geral da ONU pediu aos chefes de Estado que realizem uma cúpula para tratar sobre a prevenção e o controle dessa e de outras doenças.

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