Mortes por gripe A triplicam na China em duas semanas

Governo chinês registrou 178 mortes até o último fim de semana ante 53 registradas anteriormente

Agência Estado,

02 Dezembro 2009 | 09h12

O número de mortes por gripe A H1N1 triplicou na China nas últimas duas semanas, pouco após o governo ordenar uma contabilidade mais precisa desses dados, em meio a suspeitas de fraude. Um comunicado divulgado no fim da terça-feira, 1, pelo Ministério da Saúde registrou 178 mortes até o último fim de semana, em comparação com 53 mortes registradas anteriormente.

 

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O comunicado não explica o grande aumento, mas vem a público após o ministério ordenar, em 19 de novembro, que haja mais transparência com esses dados. Vários médicos levantaram a hipótese de haver erros na contagem oficial.

 

Apesar de dezenas de milhares de casos confirmados da gripe A H1N1 na China, o número de mortes no país é ainda bastante menor, proporcionalmente, que o de outros países. As suspeitas de manipulação foram alimentadas por comentários do especialista em medicina Zhong Nanshan, que em um jornal chinês disse suspeitar que autoridades deixavam de divulgar algumas mortes para os superiores pensarem que eles estavam contendo a doença.

 

A opinião de Zhong tem peso no país, pois em 2003 ele desafiou a versão oficial sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), ajudando a revelar a verdadeira extensão da doença. O governo inicialmente tentou esconder a epidemia de Sars e só abandonou essa linha após ela começar a se espalhar para outros países.

 

Várias autoridades de saúde, incluindo o ministro da Saúde, Chen Zhu, advertiram diversas vezes nos últimos meses que a China deve sofrer com um forte aumento nos casos de gripe A H1N1 durante o inverno local. De acordo com o comunicado, mais de 91 mil pessoas contraíram o vírus no país, com a grande maioria já recuperada.

 

Estados Unidos

 

Também na terça-feira, os Estados Unidos informaram sobre a queda no ritmo das contaminações pela gripe A H1N1 no país no mês passado. Apesar disso, autoridades advertiram que a doença ainda traz riscos. As informações são da Dow Jones.

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