Karel Prinsloo/AP
Karel Prinsloo/AP

Mortes por sarampo caíram 74% desde 2000, mas ficaram abaixo do esperado

Objetivo da OMS era reduzir ocorrências em 90% até 2010; nova campanha de vacinação já começou

BBC

24 de abril de 2012 | 10h07

Os esforços internacionais para reduzir o número de mortes por sarampo não atingiram os objetivos da Organização Mundial da Saúde (OMS), informa um análise publicada na revista de saúde Lancet. O estudo indica que a redução prevista de 2000 para 2010 era de 90%, mas o índice teve queda apenas de 74%. As causas, dizem pesquisadores, foram epidemias na África e os atrasos nos programas de vacinação na Índia.

 

Uma nova campanha para combater a doença já foi lançada e vai combinar programas para reduzir os casos de sarampo e rubéola. Em 2000, 535 mil pessoas morreram por causa do sarampo, número que caiu para 139 mil em 2010, segundo a análise.

 

A Iniciativa Contra Rubéola e Sarampo, que tem a colaboração da OMS, informou que o declínio nas mortes por sarampo foi intensivo até 2007. A partir de então, as medidas antes tomadas falharam, o que levou às epidemias na África, na Ásia e até na Europa. Países africanos e a Índia respondem por 79% das mortes pela doença na última década.

 

Anthony Lake, diretor do braço da ONU para a infância (Unicef), afirma que mesmo após todas as medidas de combate ao sarampo, 382 pessoas ainda morrem por dia por causa da doença. "Eles podem ser salvos apenas com uma vacina", diz. Lake, porém, declarou que a queda de 74% dos óbitos nos últimos anos mostra que "as campanhas de vacinação funcionam mesmo nas regiões mais pobres e remotas".

 

Já o doutor Okwo-Bele, diretor de imunização e vacinas da OMS, disse que a organização tem razões para estar otimista quanto à sua nova meta - a de reduzir o índices de 2000 em 95% até 2015. A principal delas é a introdução de novas vacinas tanto para a rubéola quanto para o sarampo.

 

A diretora-geral da OMS, Margareth Chan, avaliou a queda de mais de três quartos nos índices de mortalidade como uma amostra da eficácia dos programas de vacinação. "Agora precisamos tomar os próximos passos e começar a vacinação contra a rubéola também", conclui. 

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