REUTERS
REUTERS

Mortos pelo coronavírus chegam a 1,5 mil; infecção de profissionais de saúde preocupa

Quase 66 mil pessoas foram infectadas na epidemia, a ampla maioria vive na região de Hubei, no centro da China. Equipe médica convive com escassez de equipamentos e 1,7 mil já se tornaram pacientes

AFP, O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2020 | 00h59

PEQUIM - O balanço total da epidemia do coronavírus superou neste sábado, 15, a barreira dos 1,5 mil mortos na China, com 138 novas vítimas na província de Hubei. A infecção pelo vírus chegou pela primeira vez a um país africano. O Ministério da Saúde do Egito informou que a pessoa infectada, que não tem nacionalidade egípcia, foi internada em quarentena.

Neste sábado, a Comissão de Saúde de Hubei informou que o total de mortos pelo vírus chegou a 1.519. Quase 66 mil pessoas foram infectadas na epidemia, a ampla maioria vive na região de Hubei, no centro da China. 

Em razão da escassez de equipamentos de proteção, como máscaras e trajes, uma quantidade crescente de integrantes do corpo médico está exposta à contaminação. Ao menos 1.716 profissionais, entre médicos e enfermeiros, já foram contaminados e seis deles faleceram. O anúncio do número ocorre uma semana depois da morte de um médico que tentou alertar as autoridades sobre a gravidade da epidemia. 

A luta contra o vírus constitui um grande teste para o sistema e para a capacidade de gestão do país, reconheceu nesta sexta o presidente Xi Jinping. A epidemia revelou lacunas e insuficiências, admitiu o presidente, que prometeu melhor o sistema de saúde nacional. 

As autoridades têm se esforçado para distribuir equipamentos de proteção nos hospitais de Wuhan, mas muitos médicos têm tratado os pacientes sem máscaras ou trajes de proteção adequados ou tem usado o equipamento mais de uma vez, quando se deve trocá-lo com regularidade. 

A China continental concentra 99,9% das mortes registradas no mundo pelo coronavírus. Até o momento, só o Japão, Filipinas e Hong Kong tiveram mortes: uma em cada país.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) saiu em defesa da China após críticas americanas por suposta falta de transparência em Pequim. "Temos um governo que coopera conosco, que convida especialistas internacionais, que tem compartilhado sequenciamento do vírus, que segue trabalhando com o mundo exterior, que tem publicado em revistas médicas internacionais", disse o chefe do Departamento de Emergências Sanitárias da OMS,  Michael Ryan.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.