Motoristas profissionais fazem exames médicos em blitz da PRF

Última etapa do ano dos Comandos de Saúde nas Rodovias é feita nesta 4ª em 23 estações

Agência Brasil

24 Novembro 2010 | 17h02

BRASÍLIA - A última etapa do ano dos Comandos de Saúde nas Rodovias é realizada nesta quarta-feira, 24, em 23 estações da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo o coordenador do Serviço Social do Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte (Sest/Senat) em Brasília, Haroldo Willuweit, a expectativa é que 100 motoristas que transportam passageiros e carga passem por exames médicos no Distrito Federal. O número deve se repetir nos Estados, totalizando mais de 2 mil motoristas em todo o Brasil.

Os condutores fazem mais de dez testes, entre os que aferem o nível de sonolência, percentual de gordura, acuidade visual e auditiva, pressão arterial e nível de colesterol. “No cadastro, além dos dados pessoais, perguntamos se eles têm alguma doença na família, o tipo de carga que transportam e quantas horas dirigem por dia, para traçar um perfil do motorista”, acrescenta Willuweit.

Segundo o inspetor André Alves, da PRF, os problemas detectados com maior frequência estão relacionados ao sono e à pressão arterial. “Essa questão do sono influencia na concentração do motorista, e a hipertensão também prejudica a atenção, mas acontece que ele pode ter um ataque do coração ou até um derrame cerebral. Isso já ocorreu nas rodovias e causa acidentes”, alerta Alves.

O caminhoneiro Paulo Rubens Mendonça, de 50 anos, participou da blitz pela primeira vez e foi diagnosticado com pressão alta. “Minha pressão sempre esteve normal. Hoje deu 16 por 10, e geralmente é 13 por 8. A médica me disse para marcar uma consulta, porque pode ser cansaço da viagem. Acabei de vir do Piauí para cá”, afirmou Mendonça, que trabalha cerca de 13 horas por dia.

A longa jornada de trabalho é uma das causas dos problemas mais recorrentes. “Por causa da má postura, do sedentarismo e do tempo que passam ao volante, o que eles mais sentem são dores na coluna lombar e cervical”, disse a fisioterapeuta Ana Paula dos Santos, que estava no posto para orientar os profissionais. Eles também receberam uma cartilha com exercícios de alongamento.

Elói Rodrigues de Farias, de 34 anos, participou da etapa anterior da blitz, há três meses, em Anápolis (GO), mas aproveitou para refazer os exames. “É sempre bom, porque, se depender da gente, a gente nunca faz. E já ganhei um puxão de orelha, sei que tenho de perder peso, então vou tentar fazer uns exercícios ainda hoje”, diz.

Os motoristas diagnosticados com doenças graves são encaminhados ao Sistema Único de Saúde (SUS), com consulta marcada. O tema desta etapa da campanha é "Fisioterapia - Tratamento da coluna".

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