Celso Junior
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MP suspende mosquito transgênico em Piracicaba

Os insetos modificados agem sobre a prole das fêmeas de Aedes, impedindo que transmitam a doença

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

17 Março 2015 | 11h22

Atualizada às 18h01
SOROCABA – O Ministério Público Estadual recomendou a suspensão do projeto que prevê a soltura do mosquito Aedes aegypti geneticamente modificado para combater a dengue em Piracicaba, na região de Campinas, interior de São Paulo. O MPE também abriu um inquérito civil público para apurar as condições do contrato firmado entre a prefeitura e a empresa Oxitec, detentora da tecnologia usada no programa. A cidade, que está em alerta contra a doença, seria a primeira no Estado a utilizar essa forma de controle da dengue. 
A soltura dos mosquitos transgênicos estava prevista para o final de abril, no bairro Cecap, onde há a maior incidência. Os insetos modificados, machos que não picam as pessoas, agem sobre a prole das fêmeas de Aedes, impedindo que transmitam a doença. O MP local acatou representação do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente de que o Aedes transgênico não tem aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A promotora Maria Cristina de Freitas também pede informações sobre a forma de controle dos mosquitos selvagens.

A prefeitura informou que já recebeu os questionamento do MP e enviará a resposta no menor prazo possível. Até o momento, foi realizado apenas um trabalho de conscientização no bairro Cecap. A expectativa é de que até a data da soltura o projeto esteja liberado.
A Oxitec informou que os questionamentos do Ministério Público foram dirigidos exclusivamente à prefeitura. De acordo com a empresa, testes realizados na Bahia resultaram em significativa redução na população de mosquitos transmissores da dengue. A empresa tem processo em andamento na Anvisa e aguarda aprovação da tecnologia pela agência.

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