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MPE investiga epidemia de dengue em Catanduva

Ministério Público quer saber se omissão ou negligência de órgãos públicos contribuiu para o alastramento da doença na cidade, que tem 1.464 casos confirmados e 3 mil suspeitos

José Maria Tomazela, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 20h10

SOROCABA - O Ministério Público Estadual em Catanduva, região norte do Estado de São Paulo, abriu inquérito civil público para apurar se a omissão ou negligência de órgãos públicos contribuiu para a epidemia de dengue que assola a cidade. De acordo com o último boletim, 1.464 casos foram confirmados e já são quase 3 mil casos suspeitos - a cidade tem 118 mil habitantes. Três mortes suspeitas aguardam o resultado de exames. 

O promotor Carlos de Oliveira Otuski, que está à frente do inquérito, começa a ouvir os agentes públicos esta semana. Ele quer saber se houve ações preventivas para evitar a dengue. Otuski também vai apurar denúncias de moradores de que o número de casos estaria sendo subestimado pelos órgãos de saúde. O inquérito pode resultar numa ação civil pública para obrigar a prefeitura a tomar medidas para evitar nova epidemia no futuro. 

A prefeitura decretou estado de emergência por causa da dengue, e o carnaval deste ano foi suspenso. A assessoria de imprensa informou que a prefeitura responderá a todos os questionamentos do MP e que todas as medidas foram tomadas para combater o mosquito transmissor e garantir o atendimento à população. Os boletins sobre a evolução da doença são divulgados com transparência. Um hospital de campanha com 70 leitos está sendo instalado numa escola para atender os pacientes.

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