ALEX SILVA/ESTADAO
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MPF instaura procedimento para acompanhar caso dos colombianos acampados em Guarulhos

Grupo de cerca de 180 pessoas está no Aeroporto Internacional de Cumbica desde o dia 18 aguardando voo de repatriação

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2020 | 17h31
Atualizado 30 de maio de 2020 | 23h32

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um procedimento para acompanhar o caso dos 180 colombianos acampados no aeroporto de Guarulhos desde segunda-feira, 18, à espera de um vôo de repatriação por causa da pandemia do novo coronavírus.

O procurador Guilherme Rocha Göpfert, do MPF em Guarulhos, convocou para quarta-feira, 27, uma reunião com a presença da embaixada da Colômbia no Brasil, Itamaraty, Polícia Federal, direção do aeroporto e Prefeitura para buscar uma solução. 

Os 180 colombianos ocupam três áreas no mezanino do terminal 2 de Guarulhos desde segunda-feira. Entre eles há crianças e nenhuma condição de isolamento para evitar o contágio pelo coronavírus. 

Eles se revezam dormindo em longarinas ou colchonetes no chão e dependem de doações para se alimentar. Entre os acampados há imigrantes residentes no Brasil que decidiram ir embora porque perderam os empregos em meio à pandemia e turistas que vieram passar férias mas não podem voltar porque os vôos foram cancelados.

No sábado, depois que o caso veio à tona, a embaixada da Colômbia enviou uma nota na qual diz que não há previsão de que o governo do país vizinho vá bancar um vôo para repatriar seus cidadãos. 

Segundo representantes dos acampados, o consulado da Colômbia em São Paulo ofereceu como única alternativa o fretamento de um avião cujos custos seriam divididos entre os passageiros. O preço seria de US$ 420 (cerca de R$ 1,5 mil) e é considerado muito alto pelos bolivianos. Eles estariam dispostos a pagar US$ 100 (R$ 548). 

No ofício em que instaura o procedimento, o procurador chama atenção para o risco de contágio tanto dos colombianos quanto dos passageiros que usam os poucos vôos mantidos no aeroporto e para o fato de que vários países, entre eles o Brasil, fizeram esforços para repatriar seus nacionais. A embaixada da Colômbia diz que foram feitos três vôos de repatriação nos quais foram embarcados mais de 360 colombianos. Um deles foi bancado por uma agência de viagens. 

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