Amanda Perobelli/Reuters
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Mudança em novo lote de insumos da Coronavac reduz expectativa de produção em 2 milhões de doses

Segundo Instituto Butantan, governo da China liberou exportação de mil litros a menos de IFA para vacina contra covid-19; fabricação está paralisada desde a semana passada

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

19 de maio de 2021 | 11h00
Atualizado 19 de maio de 2021 | 15h34

O governo da China liberou mil litros a menos do que o previsto de insumos para a produção da Coronavac, de acordo com o Instituto Butantan. Com a mudança, a estimativa é que o novo lote permita a fabricação de cerca de 5 milhões em vez de 7 milhões de doses da vacina contra a covid-19.

O governador João Doria (PSDB) havia divulgado na segunda-feira, 17, a expectativa da liberação do volume de 4 mil litros de ingrediente farmacêutico ativo (IFA). Segundo o Butantan, contudo, a autorização foi de um volume inferior, de 3 mil litros.

A previsão é que o novo lote chegue em 26 de maio. A produção de Coronavac foi paralisada na semana passada por falta de insumos, o que reduziu pela metade a previsão de entrega de imunizantes para este mês. 

Em coletiva de imprensa, o diretor do Butantan, Dimas Covas, comentou que a previsão inicial era de receber 10 mil litros de IFA, o que foi revisado nas semanas posteriores. "Aguardamos a próxima remessa de matéria-prima. Na madrugada de hoje, ocorreu uma reunião na China entre o embaixador brasileiro e a Sinovac, e as informações foram muito positivas. Esperamos que, de fato, isso surta efeito a partir de agora junto ao governo chinês, para que haja a sensibilização para a liberação de mais doses."

Além disso, como noticiou o Estadão, 5 milhões de pessoas estão com a segunda dose de vacina atrasada no País. A escassez de imunizantes tem levado municípios de diferentes Estados a atrasar a aplicação da segunda dose.

A carga de IFA para o Butantan será enviada pela biofarmacêutica Sinovac, desenvolvedora da vacina. Em declarações recentes, Doria tem afirmado que as críticas frequentes do governo federal à China prejudicam a liberação de IFA.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina da AstraZeneca com a Universidade de Oxford no Brasil, também tem enfrentado atrasos de insumos vindos da China.

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