Reuters
Reuters

Mulher em quarentena nos EUA por suspeita de Ebola será liberada

A enfermeira Kaci Hickox trabalhou em Serra Leoa com os Médicos sem Fronteiras no combate à doença e não apresenta sintomas

O Estado de S. Paulo

27 Outubro 2014 | 15h23

NOVA YORK - A enfermeira norte-americana Kaci Hickox será liberada ainda nesta segunda-feira, 27, da quarentena compulsória a que foi submetida desde a última sexta-feira no Estado de Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ela foi isolada logo após desembarcar no aeroporto de Newark ao retornar de Serra Leoa, um dos países mais afetados pela epidemia de Ebola, onde trabalhou com a organização Médicos Sem Fronteiras.

No mesmo dia do retorno de Kaci aos Estados Unidos, autoridades de Nova York e Nova Jersey anunciaram uma série de medidas especiais para pessoas procedentes de zonas expostas ao Ebola. O aeroporto de Newark, em Nova Jersey, é uma alternativa para as pessoas que seguem para Nova York. Por isso, os governadores de ambos os Estados estão coordenando ações contra a epidemia desde a semana passada.


No entanto, a enfermeira denunciou à imprensa ter sido submetida a um "tratamento desumano". Ela contou que foi colocada em uma tenda de um hospital de Nova Jersey e considerou que a quarentena seria "realmente inaceitável" e uma violação aos seus direitos humanos básicos. Apesar de ter trabalhado em uma área exposta ao vírus, os exames que fez deram resultado negativo para a doença.

O prefeito de Nova York, Bill de Blasio, e representantes do governo federal dos Estados Unidos criticaram o tratamento dado a enfermeira. O governador de Nova Jersey, Chris Christie, disse a jornalistas que a enfermeira sairá do isolamento ainda nesta segunda e será transportada em um avião particular ao Estado de Maine, local onde mora.

Um comunicado oficial do Departamento de Saúde do Estado afirmou que Kaci seguirá na quarentena imposta pelo governo de Nova Jersey. "As autoridades de saúde de Maine foram notificados dessas medidas e tomarão suas próprias decisões de acordo com as regras locais quando ela chegar ao Estado", disse o comunicado oficial.

Especialistas em saúde disseram que é necessário colocar em quarentena somente as pessoas que apresentarem sintomas do Ebola, como febre alta e dores gastrointestinais, o que a enfermeira declarou não sentir.

A única pessoa infectada pelo Ebola até agora em Nova York é o médico Craig Spencer, que está isolado em um hospital da cidade desde quinta-feira passada. Spencer havia trabalhado no Médico Sem Fronteiras na Guiné e voltou para Nova York em 17 de outubro./COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

Mais conteúdo sobre:
EbolaEstados UnidosNova York

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.