EFE/Eric San Juan
EFE/Eric San Juan

Mulher mais velha do mundo nunca bebeu, mas é 'viciada' em doces

A vietnamita Nguyen Thi Tru, de 122 anos, é considerada a mais longeva do planeta, segundo a Associação Mundial dos Recordes

O Estado de S. Paulo

03 Agosto 2015 | 10h53

A tranquilidade, o cultivo próprio de alimentos e os doces são alguns dos segredos da vietnamita Nguyen Thi Tru, que aos 122 anos é a mais longeva do mundo, segundo a Associação Mundial dos Recordes.

Na rede de sua casa em um subúrbio rural de Ho Chi Minh (antiga Saigon), a anciã, de aspecto frágil, sorri aos visitantes, mas já não fala, e há quatro anos começou a perder a consciência. As pernas frágeis e finas já não servem para sustentá-la e ela necessita de atenção quase contínua.

É sua nora mais jovem, Nguyen Thi Ba, de 76 anos, quem se ocupa dela durante todo o dia e dorme ao seu lado durante a noite.

Ambas descansam sobre camas sem colchão, em uma cabana com teto de lona. A tranquilidade da família se alterou de maneira repentina no dia 15 de abril, quando a Associação Mundial dos Recordes a declarou a mais velha do mundo e os jornalistas começaram a bater à sua porta.

"Não sabemos bem como aconteceu, alguém da Administração deve ter se dado conta de que ela nasceu em 1893 e avisou a associação", disse a cuidadora.

Embora seja considerada a mulher mais velha do planeta segundo a Associação Mundial dos Recordes, com sede em Hong Kong, a organização Guinness só reconhece a novaiorquina Susannah Mushatt Jones, de 116 anos.

Os documentos do registro civil vietnamita que indicam que Nguyen Thi Tru nasceu em 5 de maio de 1893 ainda não foram validados pelo Guinness.

O marido de Nguyen morreu em 1975 aos 85 anos de idade (ela tinha 82) e dos dez filhos que tiveram, só dois estão vivos. O mais novo, marido da cuidadora, morreu em março aos 85 anos.

"Ela já tem dois tataranetos, mas é difícil fazer contas do número de netos e bisnetos, são muitos", comenta a nora.

"Sempre ficou em casa, nem ia ao mercado, sempre comeu verduras, arroz, frutas, carne e o pescado de nossa granja. A família tinha muitas terras", disse.

Um dos poucos vícios desta mulher que nunca provou o álcool são os doces de açúcar de palma e de banana, que ainda come de vez em quando. 

Ela só sofreu sobressaltos durante a Guerra do Vietnã, quando os terrenos próximos à sua casa se tornaram campos de batalha e teve que se mudar, mas nem ela nem seus familiares se feriram.

"Minha sogra nunca ficou em um hospital. Agora vem um médico para vê-la às vezes", comenta. 

Entre as características da anciã, a nora destaca a generosidade. "Lembro que, inclusive em tempos difíceis para nós, ela nunca se negava quando os vizinhos lhe pediam algo de comer. Sempre teve muito bom caráter. Dizem que as sogras e noras não se dão bem, mas não é meu caso".

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