Mike Blake/Reuters
Mike Blake/Reuters

Solidão pode aumentar risco de doença cardíaca em até 27% entre mulheres mais velhas

Demência e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, são outros efeitos potenciais do isolamento

Linda Searing, Washington Post

22 de fevereiro de 2022 | 10h00

Para mulheres mais velhas, estar sozinha e isolada socialmente pode aumentar a chance de desenvolver doenças cardíacas em até 27%, de acordo com pesquisa publicada na revista científica JAMA Network Open, da Associação Médica Americana (American Medical Association).  A descoberta coloca as doenças cardíacas em uma lista de efeitos potenciais da solidão e isolamento na saúde, que incluem demência e problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão.

Dados de cerca de 58 mil mulheres no período da pós-menopausa, que foram acompanhadas por mais de uma década, mostraram que, separadamente, o isolamento social aumentou as doenças cardíacas em 8%, e a solidão, em 5%. No entanto, o efeito foi mais forte para aquelas que relataram níveis elevados dos dois sentimentos, dando a esse grupo um risco de 13% a 27% maior de problemas cardiovasculares do que as mulheres com baixos níveis de ambos. 

Doenças cardíacas são a principal causa de morte de mulheres nos Estados Unidos, responsáveis por um em cada cinco óbitos, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças americanos (CDC). Os pesquisadores informaram que um quarto dos adultos com 65 anos ou mais se diz isolado socialmente (mulheres com mais frequência do que homens) e um terço daqueles com 45 anos ou mais se sente solitário. 

Embora semelhantes, solidão e isolamento social não são a mesma coisa. Um dos pesquisadores ligados ao trabalho descreveu o isolamento social como “estar fisicamente longe das pessoas”, enquanto a solidão é um sentimento “que pode ser experimentado até mesmo por pessoas que estão regularmente em contato com outras”. Alguém isolado socialmente nem sempre é solitário, e uma pessoa solitária pode não estar isolada socialmente.

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