Mulher tem útero operado em vez do tornozelo em Sorocaba

A dona de casa Adriana Perote de Oliveira, de 33 anos, foi internada na Santa Casa de Sorocaba na segunda-feira para fazer uma cirurgia no tornozelo fraturado. Ao acordar da anestesia, reparou que seu tornozelo estava do mesmo jeito. Mas seu útero tinha sido operado. O hospital atribuiu o erro médico a duas coincidências. Estava, realmente, marcado um procedimento ginecológico em uma paciente com o mesmo nome de Adriana, que não compareceu. E a dona de casa, ao ser examinada, apresentava pequenas feridas no útero. Adriana quebrou o tornozelo num acidente doméstico e, encaminhada ao hospital, foi prescrita a cirurgia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Levada ao centro cirúrgico, percebeu que as enfermeiras tinham levantado suas pernas, mas imaginou que fosse para a cirurgia no tornozelo. Sedada, dormiu e, quando acordou, estranhou que o pé não estivesse engessado. 'Foi quando eu soube que tinham mexido no útero. Entrei em desespero.' A médica ginecologista Karina Peccini disse ter recebido o prontuário da outra Adriana, para a qual estava prescrito o procedimento ginecológico. Ela seria submetida à retirada de uma parte lesionada do colo do útero. Antes de iniciar a cirurgia, a médica perguntou se a paciente se chamava Adriana e esta confirmou. Falou ainda sobre os procedimentos, mas a mulher já estava com a máscara cirúrgica e parcialmente sedada. Karina decidiu suspender a cirurgia quando percebeu que a lesão encontrada no útero era bem menor do que a descrita no prontuário médico. A médica fez apenas a cauterização das feridas. Segundo ela, não houve prejuízo para a saúde da paciente. Ao perceberem o engano, os médicos providenciaram, no mesmo dia, a cirurgia no tornozelo. O ortopedista Gleison Andrade disse que atendeu ao pedido do corpo clínico porque a paciente estava em jejum e preenchia os requisitos para a cirurgia. A família de Adriana não tinha decidido, até ontem, se vai acionar o hospital. A direção da Santa Casa, um dos hospitais mais tradicionais da cidade, informou tratar-se de um caso isolado. Segundo o provedor José Antonio Fasiaben, houve falha na identificação das pacientes. Ele abriu sindicância e nomeou uma comissão para apurar o erro.

Agencia Estado,

22 de setembro de 2006 | 10h12

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