Mulheres correm menor risco de morrer jovens, diz IBGE

De acordo com a pesquisa Tábuas de Mortalidade, mulheres também têm esperança de vida maior que os homens

Jacqueline Farid

01 Dezembro 2010 | 12h16

RIO DE JANEIRO - A pesquisa Tábuas de Mortalidade divulgada nesta quarta, 1, pelo IBGE mostra que a chance dos homens de morrerem jovens é mais de quatro vezes maior do que a das mulheres, sobretudo por causa dos óbitos de natureza violenta. De acordo com o levantamento do instituto, em 1980, os homens tinham duas vezes mais chances de falecer aos 22 anos de idade que as mulheres.

Vinte e nove anos depois, a sobremortalidade masculina mais que duplicou: a relação entre as chances de falecer antes de completar os 23 anos de idade foi estimada em um óbito feminino para 4,5 mortes masculinas.

Segundo comentam os técnicos da pesquisa no documento de divulgação, "como os óbitos de natureza violenta atingem com mais intensidade a população masculina, a conseqüência direta é o aumento do diferencial entre as expectativas de vida de homens e mulheres". Em 2009, a esperança de vida masculina alcançou 69,42 anos, 9,76 anos (9 anos, 9 meses e 4 dias) a mais em relação a 1980. Já para as mulheres a vida média ao nascer foi de 77,01 anos, ou 11,26 anos (11 anos, 3 meses e 4 dias) a mais em relação a 1980.

A pesquisa revelou também que, entre 1980 e 2009, a esperança de vida aos 60 anos, para ambos os sexos, cresceu de 16,39 anos para 21,27 anos, indicando que em 2009 uma pessoa que completasse 60 anos esperaria viver em média até os 81,27 anos, contra os 76,39 anos de vida média em 1980. Para os homens, este valor passou de 15,17 para 19,55 anos e para as mulheres de 17,63 para 22,83 anos.

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