Mulheres já são maioria entre os médicos jovens de SP

Dentre os médicos em atividade no Estado de São Paulo, 61% não cursaram residência médica

16 de outubro de 2007 | 14h35

Dados do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) mostram que em 2006, pela primeira vez na história, mais recém-formadas entraram na profissão que recém-formados. Dos 3.030 formandos, 1.568 eram mulheres e 1.462, homens, ou uma proporção de 51,75% de novos médicos do sexo feminino. Na faixa dos 20 aos 24 anos, as mulheres são 50,68% dos médicos em atividade.    A íntegra da pesquisa (site do Cremesp)   No entanto, a consolidação do domínio feminino sobre a profissão poderá demorar: no total de médicos am atividade no estado, as mulheres ainda são 38%.   Além da tendência ao avanço do sexo feminino, o Cremesp nota, também, o aumento na presença de jovens no mercado: mais de um quarto dos médicos, ou 28,67%, está no exercício da profissão há nove anos ou menos. Metade desse grupo, ou 14,42% do total de médicos, trabalha há quatro anos ou menos. A média de idade dos médicos é de 42 anos.   De 1980 a 2006, a população do Estado de São Paulo cresceu 63,94%, enquanto o número de médicos em atividade aumentou 247,41%. DE acordo com o Cremesp, o Estado de São Paulo concentra mais médicos que Canadá. Botucatu, Santos e Ribeirão Preto têm as maiores concentrações de médico do mundo.        Dentre os médicos em atividade no Estado de São Paulo, 61% não cursaram residência médica.  Este dado refere-se ao universo de médicos formados entre 1996 e 2005, com registro da informação sobre residência médica na Comissão Nacional de Residência Médica e no Conselho Federal de Medicina.   A residência médica não é obrigatória, mas a realização de um programa de residência médica cumprido integralmente dentro de uma determinada especialidade, em instituição credenciada pelo MEC, confere ao residente o título de especialista. Outra forma de obter o título é por meio de avaliação.   São Paulo tem uma porcentagem ainda pequena de migrantes de outros Estados nas escolas médicas de graduação (5%), mas que torna-se maior na residência médica (19%) e chega a mais de um terço dos profissionais inscritos no Cremesp. Dentre os médicos que atuam em São Paulo, 38% formaram-se em outros Estados.   Quase metade  dos médicos formados em São Paulo nos últimos 10 anos nasceram em outros Estados. São Paulo tem 1.732 médicos estrangeiros inscritos no Cremesp, sendo o maior número de bolivianos (426), portugueses (223) e peruanos (152).      Esses dados fazem parte de uma série de estudos do Cremesp sobre o perfil do médico, que teve Amis uma etpada divulgada nesta terça-feira.

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