REUTERS/Denis Balibouse
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Mundo registrou recorde de novos casos da covid-19 nesta quinta-feira

América foi responsável por aproximadamente metade de todas as notificações da doença

Guilherme Bianchini, especial para o Estadão

19 de junho de 2020 | 13h32

O mundo teve, nesta quinta-feira, 18, o maior número de novos casos da covid-19 desde o início da pandemia, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS). Foram mais de 150 mil registros da doença a nível global, segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus. A América foi a maior responsável pelo recorde, com aproximadamente metade de todas as notificações enviadas à OMS. O líder do órgão manifestou preocupação com o estágio da doença.

“A pandemia está acelerando. O mundo está em uma fase muito perigosa. Pessoas estão cansadas de ficar em casa, países querem reabrir a economia, mas o vírus continua a ser transmitido de forma rápida e letal, e a população continua suscetível (a contrair a doença). Pedimos a todos que continuem vigilantes”, alertou Tedros.

Entre os mais de 150 mil casos no mundo em 24 horas, cerca de 22 mil aconteceram apenas no Brasil — aproximadamente 14% do total. Para o diretor do programa de emergências da OMS, Michael Ryan, é preciso considerar as diferenças entre os Estados, dadas as grandes dimensões do País. Os maiores índices do momento estão em São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Pernambuco, afirmou.

"Vimos um achatamento da curva em alguns lugares, mas em outros houve aumento de casos. A situação dentro do Brasil varia. Essa é uma questão importante em países grandes e federativos", ponderou Ryan.

O diretor voltou a afirmar que o sistema de saúde do País está conseguindo lidar com todos os casos do novo coronavírus, apesar de algumas regiões estarem sob pressão. "Os profissionais de saúde da linha de frente são um grupo muito corajoso, que vem trabalhando com muito empenho nas últimas semanas. Entre sociedade e governo, todos precisam trabalhar em prol dos cidadãos. Continuaremos a dar todo o apoio necessário para suprimir a infecção e salvar vidas".

Vacina

Depois de anunciar, nesta quinta-feira, que espera distribuir milhões de doses de uma vacina contra a covid-19 ainda neste ano, a OMS pregou a necessidade de garantir a segurança do produto. "Houve cooperação para acelerar o desenvolvimento, mas não há atalhos na doença", ressaltou Ryan. De acordo com a entidade, é preciso realizar ensaios clínicos em grandes populações para detectar eventuais efeitos colaterais do imunizante.

"A segurança é central para a OMS. Basta lembrar que, quando houve o alerta sobre possíveis riscos da hidroxicloroquina, semanas atrás, suspendemos temporariamente os ensaios no Solidariedade. Se houver essa questão na vacina, precisaremos agir imediatamente. As medidas de precaução devem ser avaliadas cuidadosamente", disse Tedros Adhanom.

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