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Municípios atingidos pela febre amarela pedem mais verbas

Esta é a pior epidemia da doença enfrentada no País nos últimos 40 anos. Foram notificados até agora 811 casos - 143 confirmados

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

01 Fevereiro 2017 | 03h00

BRASÍLIA - Prefeitos das cidades mais atingidas pela febre amarela reivindicam uma suplementação de recursos do governo federal. Em uma reunião com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, eles afirmaram que, diante do aumento expressivo da procura, parte das cidades teve de providenciar até ambulâncias para deslocamento.

Esta é a pior epidemia de febre amarela enfrentada no País nos últimos 40 anos. Foram notificados até agora 811 casos - 143 confirmados. A maior parte dos registros está em Minas, com 126 já confirmados. Tocantins confirmou um. Com isso, são seis os Estados com notificações, incluindo Espírito Santo, Bahia, São Paulo e Goiás. Ao todo, no País, foram confirmadas 52 mortes. Há ainda 80 em investigação.

Exemplo. Com 91 mil habitantes, a cidade mineira de Caratinga é a mais afetada pela epidemia: são 117 casos suspeitos, com cinco óbitos. “Há ainda pessoas internadas, mas as coisas começam a entrar nos eixos”, descreve o secretário municipal de Saúde, Giovani Correa da Silva. Localizada na bacia do Rio Doce, a cidade é conhecida pela grande quantidade de macacos. “Mas nunca ninguém pensava em febre amarela.” 

Para afastar o risco de transmissão urbana, Caratinga iniciou o fumacê contra Aedes aegypti. Além da forma urbana da febre amarela, os prefeitos temem uma sobreposição de surtos, com avanço da dengue.

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