Municípios paulistas pedem ajuda para combater 'Aedes'

Representantes do Conselho de Secretários Municipais disseram que não foram informados sobre fundo de R$ 50 milhões

Fabiana Cambricoli, O Estado de S. Paulo

17 Dezembro 2015 | 21h16

Secretários municipais de saúde de cidades paulistas cobraram um auxílio maior do governo do Estado no combate ao Aedes aegypti. Em entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, 17, representantes do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (Cosems-SP) afirmaram que, como a responsabilidade principal de repasses para ações de prevenção é do Ministério da Saúde, o Estado não repassa nenhuma verba para auxiliar as prefeituras nessas despesas. Disseram ainda que não foram informados pela Secretaria Estadual da Saúde sobre o fundo emergencial de R$ 50 milhões anunciado na semana passada pelo secretário estadual David Uip.

“Do Estado, para o controle de vetores, não tivemos nenhum tipo de repasse. O Estado entra nessa parte com as ações da Superintendência de Controle de Endemias, que faz um apoio técnico aos municípios, avalia a situação epidemiológica, a presença do mosquito e, esporadicamente, faz ações pontuais com agentes próprios. Mas são ações não continuadas. E o importante contra a dengue é que ela tenha continuidade”, disse Stenio Miranda, secretário de Saúde de Ribeirão Preto e presidente do Cosems-SP.

A secretaria estadual afirmou que o Cosems-SP “sabe que a atuação do governo no controle de vetores se dá, historicamente, mediante envio de equipes para apoio no trabalho de campo como ações de nebulização e envio de máquinas pesadas”, capacitação profissional e confirmação laboratorial de casos de dengue e zika, além de campanhas educativas. A secretaria afirma que auxiliará os municípios com força-tarefa criada para combater o mosquito.

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