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Brendan McDermid/Reuters
Brendan McDermid/Reuters

Músicos não sabem diferenciar violinos novos dos antigos, diz estudo

Violinistas experientes testaram alguns instrumentos modernos e outros feitos por mestres italianos, como Stradivari, mas não souberam dizer a origem daquele que foi eleito favorito

Estadão.com.br com agências,

04 de janeiro de 2012 | 18h47

Pergunte a um violinista se ele prefere um instrumento antigo ou novo. É quase certo que ele vai escolher o mais velho e então vai dissertar sobre a qualidade musical, e importância histórica, deste tipo de instrumento. Mas será que eles estão certos disso? De acordo com um novo estudo, os músicos não sabem diferenciar quando os violinos são novos ou antigos, o que contraria a crença de que os clássicos são os melhores.

 

Publicado na mais recente edição da revista científica 'Proceedings of the National Academy of Sciences' (PNAS), a pesquisa feita pela equipe de Claudia Frit, da Universidade de Paris, na França, indica que os fatores mecânicos e acústicos seriam os responsáveis pela possível superioridade dos violinos antigos, no entanto não foi isso que os estudiosos verificaram.

 

Para descobrir a veracidade desse 'mito', foi solicitado que 21 violinistas experientes comparassem seis violinos, três modernos e três antigos feitos por mestres italianos - um deles produzido pelo famoso construtor de violinos Antonio Stradivari, por volta de 1700, e outro de Guarneri del Gesù, feito em meados de 1740. 

 

Durante o experimento, os violinistas tiveram de tocar os instrumentos sob condições de duplo-cego, para evitar interferências conscientes, em uma sala com acústica relativamente seca. Os resultados mostraram que o violino preferido de todos os músicos era um dos novos, enquanto o que os músicos menos gostaram se tratava de um Stradivarius. Para completar, nenhum deles sabia dizer se o favorito dos seis instrumentos era moderno ou antigo.

 

Ainda de acordo com o estudo, não há como dizer se há uma correlação entre a idade do instrumento e seu valor monetário com a qualidade percebida pelos músicos. Para os pesquisadores, os preços dos velhos em relação aos mais novos não faz qualquer sentido, já que o importante é se o violino é bom e oferece qualidade musical quando tocado.

 

Em vez de procurar o tal 'segredo' de Stradivari, pesquisas futuras da equipe de Frit terão foco em como os violinistas avaliam os atributos dos instrumentos e de que forma isso pode ser mensurado com a idade destes.

 

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