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Nº de casos de dengue cresce 171% na capital em relação a 2014

Nas quatro primeiras semanas do ano, São Paulo teve 220 infectados ante 81 no mesmo período do ano passado; segundo Prefeitura, calor e armazenamento de água são causas

Fabiana Cambricoli, São Paulo

12 Fevereiro 2015 | 16h28

Atualizada às 22h46

O número de casos de dengue registrados na cidade de São Paulo nas quatro primeiras semanas epidemiológicas do ano cresceu 171% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira, 12, pela Secretaria Municipal da Saúde.

De 4 a 31 de janeiro, foram 220 pessoas infectadas na cidade. No mesmo período de 2014, houve 81 contaminados. O número de notificações de casos suspeitos também aumentou de maneira significativa. Passou de 743 para 1.368 entre um ano e outro. Há uma morte sendo investigada. Bairros da zona norte da cidade são os mais afetados pela doença.

O secretário adjunto da Saúde, Paulo Puccini, voltou a afirmar que o calor e o armazenamento de água pela população por causa da crise hídrica são os principais fatores que explicam o crescimento da dengue e a sua predominância na região norte, a mais afetada pela falta de água. É na água limpa parada que o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, se desenvolve. “A alta de casos que a gente aguardava para a 15.ª, 16.ª semana do ano parece estar se antecipando e é motivo de preocupação em todo o Estado.”

Ele se reuniu com representantes da Secretaria Estadual da Saúde nesta sexta para definir estratégias conjuntas, entre elas vistorias. Na semana passada, a secretaria afirmou que 2015 deverá ser um ano crítico da dengue e o número de casos pode chegar a 90 mil. No ano passado, quando a cidade teve recorde da doença, foram quase 29 mil pessoas contaminadas e 14 mortes.

A Prefeitura anunciou ainda que a Defesa Civil Municipal passará a ajudar nas ações de prevenção da doença. Hoje, o trabalho é feito por agentes de zoonoses. Equipes da Secretaria da Saúde também passarão a percorrer os bairros todas as quartas-feiras para entregar material educativo sobre como evitar o desenvolvimento de criadouros do mosquito. “Já estamos percebendo que, com a divulgação das medidas de prevenção na imprensa, as pessoas estão começando a tomar cuidado”, disse o secretário adjunto.

Mais afetados. Os bairros do Limão, Jaraguá e Brasilândia, todos na zona norte, são os que registram o maior índice de incidência de dengue neste ano. A taxa, até agora, é de 5,9 casos por 100 mil habitantes. A zona oeste tem índice de 2,2 casos por 100 mil habitantes. As demais regiões da capital têm taxa inferior a 2. No ano passado, os bairros campeões de casos estavam na zona oeste. O maior número de registros foi no Jaguaré. “É natural que a região mais afetada mude de um ano para o outro porque, quando um local tem muitos casos, aumenta o número de pessoas imunes ao vírus”, explica Puccini.

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