Na Baixada Santista, 78% buscam hospital sem ter risco para H1N1

Medo da gripe também provocou um aumento na procura por unidades de saúde públicas e particulares na região

Luiz Alexandre Souza Ventura, ESPECIAL PARA O ESTADO

01 Abril 2016 | 03h00

SANTOS - O medo da gripe também provocou um aumento na procura por unidades de saúde públicas e particulares na Baixada Santista. Segundo autoridades locais, a região tem sete casos confirmados da doença desde janeiro deste ano e a campanha pública de vacinação começará somente no dia 30 de abril, para crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas.

Na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) Central de Santos, a mais procurada na região, a direção ressalta que 78% dos casos que chegam têm classificação de “risco azul”, considerados sem urgência - ou seja, são pacientes que poderiam ser atendidos em uma unidade básica e, na prática, sobrecarregam o sistema local.

Em Santos, de acordo com a prefeitura, estão confirmados, desde janeiro, quatro casos de contaminação pelo H1N1. No ano passado, segundo a administração santista, foram 17 casos detectados e 2 mortes.

Em Itanhaém, uma pessoa que foi contaminada já está curada. No Guarujá, duas pessoas foram tratadas. Nos outros seis municípios da região (Cubatão, São Vicente, Praia Grande, Mongaguá, Peruíbe e Bertioga) não há casos confirmados. 

Boato. Em uma escola particular de Santos, no bairro do Gonzaga, um boato que surgiu nesta quinta-feira, 31, entre os alunos do 6.º ano, em um grupo no WhatsApp, causou muita preocupação. A instituição tem 400 alunos. “Minha filha chegou da escola hoje e me contou, na hora do almoço, que um menino não tem frequentado as aulas nesta semana e disse aos colegas, nesse grupo, que está faltando porque foi contaminado pelo H1N1. Ficamos bem preocupados”, afirma a advogada Luciana Miceli.

A diretora da escola, Cleonice Machado, afirma que nada está confirmado. “O exame só fica pronto sábado”. Ela considera a preocupação dos pais compreensível. “Não podemos, por exemplo, desligar o ar-condicionado porque o calor é muito forte (a temperatura em Santos chegou a 30ºC nesta quinta). E sabemos que essa é uma forma de contaminação.”

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