Ed Ferreira/Estadão
Ed Ferreira/Estadão

Na sanção do Mais Médicos, Dilma pede desculpas a cubano alvo de protesto

Padilha pediu que o médico, que estava na plateia, se levantasse e ele foi aplaudido; Delgado foi vaiado por colegas brasileiros em Fortaleza

Ricardo Della Coletta e Rafael Moraes Moura, Agência Estado

22 de outubro de 2013 | 13h09

Atualizado às 15h.

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff iniciou seu discurso na cerimônia de sanção da Medida Provisória do Programa Mais Médicos, nesta terça-feira, 22, fazendo uma homenagem a Juan Delgado, médico cubano que foi alvo de fortes protestos quando chegou ao Brasil. Dilma disse que o profissional sofreu um "imenso constrangimento" em Fortaleza em agosto e pediu desculpas a ele, em nome do povo brasileiro. "Eu queria cumprimentar cada um dos médicos e das médicas, porque eles representam muito bem a grande nação latino-americana", afirmou a presidente, diante de diversos médicos estrangeiros que participam do programa.

Antes de a presidente falar, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu que Delgado, que estava na plateia, se levantasse e o médico foi aplaudido. "O corredor polonês da xenofobia não representa o espírito do povo brasileiro ou mesmo da maior parte dos médicos do País", disse Padilha.

Dilma também prestou homenagem aos médicos brasileiros. "Eu começo cumprimentando aquele profissional que todas as pessoas, quando fragilizadas, procuram", disse. "Eu queria dizer a todos vocês que uma das profissões mais generosas é a do médico. A todos vocês, que são um centro deste programa, queria dizer muito obrigado".

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