Na TV, ministro negará epidemia de febre amarela no País

Esta é a 2ª vez, em menos de 7 dias, que Temporão esclarecerá que doença acontece em situações isoladas

Milton F.da Rocha Filho, da AE

13 de janeiro de 2008 | 15h42

O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, deverá fazer um pronunciamento oficial à Nação neste domigngo, 13,  à noite, por volta das 20 horas, em cadeia nacional de televisão, para explicar que o País não passa por uma epidemia de febre amarela. Ele afirmará que está descartada a possibilidade de epidemia de febre amarela no Brasil.   Veja também: Febre amarela pode ter matado fazendeiro espanhol, em Goiás Febre amarela pode ter matado aposentada em Goiás Mosquitos analisados em Brasília não têm vírus da febre Macaco morto em Brasília não tinha febre amarela   Paulistano espera 6 horas por vacina contra febre amarela   Durante a semana o ministro já havia informado que a situação está sob controle,e não há risco de epidemia. Ele anunciou a liberação pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de dois milhões de doses da vacina contra a doença. Destas, 100 mil chegam neste domingo a Brasília.   Temporão vem alertando que as pessoas que pretendem se deslocar para áreas de risco para a febre amarela devem tomar a vacina que protege contra a doença, num prazo de 10 dias antes da viagem. Esse é o tempo necessário para que o organismo humano adquira anticorpos para se defender do vírus da doença. A vacina é eficaz, dura 10 anos e está disponível em todos os postos de saúde.   Casos no Brasil   Até o momento, o Ministério da Saúde do Brasil registrou 15 notificações, procedentes dos Estados de Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Distrito Federal. Três casos foram descartados, dois foram confirmados e o restante está ainda em investigação.   No sábado, a febre amarela pode ter matado o agricultor espanhol Salvador Perez de la Cal, de 41 anos, que estava internado na UTI do Hospital de Doenças Tropicais (HDT), em Goiânia, desde a quinta-feira. A suspeita de febre amarela foi levantada pelo medidos do hospital baseada nos sintomas apresentados pelo paciente.     O primeiro caso confirmado é o do administrador de empresas Graco Abubakir, de 38 anos, que morreu em um hospital de Brasília na segunda-feira, 7. A hipótese do Ministério da Saúde é a de que Abubakir tenha sido contaminado quando esteve em cachoeiras do município goiano de Pirenópolis, a 150 quilômetros de Brasília, nos feriados de final do ano. O outro caso é de uma jovem paulistana, que está internada no Hospital São Luiz, na zona sul de São Paulo. Ela teria contraído a doença durante uma viagem ao Mato Grosso do Sul. A paciente não estava vacinada contra febre amarela.       Sintomas e prevenção       Com o aumento do número de notificações, o ministério preparou um protocolo para que serviços de saúde saibam identificar um caso suspeito: pessoas com febre aguda, acompanhada de icterícia ou hemorragia, que vive ou visitou área de risco para febre amarela silvestre nos últimos 15 dias e que não tenha sido vacinada contra a doença nos últimos dez anos.   Para se prevenir, as pessoas que forem para áreas de risco devem se vacinar.   A vacina é administrada em dose única a partir dos 9 meses e vale por 10 anos. Ela é gratuita e está disponível em postos de saúde. A vacina deve ser aplicada dez dias da viagem para área de risco , mas é dispensável para quem não pretende viajar ou não mora nesses locais. No caso de doença febril, recomenda-se adiar a vacina.

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