'Não há consenso sobre eficácia da mastectomia', diz ministro da Saúde

Recomendação, segundo Padilha, é que mulher com histórico de câncer na família seja acompanhada a partir dos 35 anos

Lígia Formenti, O Estado de S. Paulo

14 de maio de 2013 | 15h49

BRASÍLIA - O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou ser questionável a retirada dos seios como estratégia para prevenir o câncer de mama, a exemplo do que foi feito pela atriz Angelina Jolie. "Como política pública, a recomendação é de que toda mulher com histórico na família de câncer deve procurar o médico e fazer um acompanhamento, a partir dos 35 anos", afirmou. "Esse é o consenso."

Ele observou que medidas mais radicais, como a mastectomia, apresentam uma série de riscos, como complicações da cirurgia e infecções, além do impacto psicológico. "Não há consenso no mundo sobre a eficácia de tal medida. Há relatos de pessoas que se submeteram à mastectomia e num segundo momento foi demonstrado que elas não tinham risco elevado de desenvolver o câncer", completou.

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