MAM/CDC/Handout via REUTERS
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Não haverá bloqueio de pessoas que retornem da China ao Brasil, diz ministério

A expectativa do governo brasileiro, porém, é que haja redução do fluxo de viagens para o país e que menos chineses circulem dadas as restrições do governo chinês. Brasil investiga nove casos do coronavírus

Marlla Sabino, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2020 | 19h24
Atualizado 01 de abril de 2020 | 15h11

BRASÍLIA -  O secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, afirmou nesta quarta-feira, 29, que não haverá bloqueio de brasileiros que retornem de viagem da China, epicentro da infecção do coronavírus. No Brasil, nenhum caso foi confirmado, mas são monitorados nove casos suspeitos. Os pacientes ficarão isolados até o resultado dos exames. Familiares e pessoas que tiveram contato com os possíveis infectados também estão sendo contatados pelo governo.

A expectativa do governo é que haja redução do fluxo de viagens para o país. “Esse número vai reduzir, pois a recomendação é que os brasileiros pensem três vezes antes de marcarem uma viagem para o país. Isso diminui o número de retornos”, afirmou. O governo também espera que haja menos chineses viajando para o Brasil nos próximos dias. Isso porque o governo chinês fez recomendações sobre viagens para o exterior para a população.

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“Temos a informação de que essa recomendação pode mudar de status e ter uma restrição maior por parte do país. Mas não é atribuição nossa e não haverá interferência nessa questão”, afirmou. Segundo dados apresentados pelo ministério, foram confirmados 6.065 casos no mundo. Desse total, 5.997 foram na China, onde o vírus já causou a morte de 132 pessoas. Outros 68 casos foram identificados em outros 15 países.

Bolsonaro vai recriar grupo para tratar de emergências

Em meio ao alerta mundial sobre o coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro deve assinar decreto para recriar um grupo interministerial para tratar de emergências de saúde pública.

Segundo o secretário de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, Wanderson Oliveira, o documento será publicado no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 30.

O grupo, criado em 2005 para acompanhar ações e medidas relativas a influenza pandêmica, foi extinto por meio de um decreto do presidente Bolsonaro. Na época que foi criado, 17 ministérios integravam o colegiado.

Na segunda, o Ministério da Saúde elevou a classificação de risco do Brasil para nível 2 (em uma escala até 3). O patamar significa "perigo iminente" da chegada do vírus.

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