Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Nas Américas, 30% da população é mais vulnerável a desenvolver forma grave de covid-19, alerta Opas

A Organização Pan-Americana da Saúde informou que diversas doenças pré-existentes que favorecem a forma severa do novo coronavírus são muito comuns na região

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2020 | 13h59

A diretora da Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), Carissa Etienne, apontou nesta terça-feira, 21, que a alta incidência de algumas doenças nas Américas - como diabetes, HIV, hipertensão e tuberculose - coloca 3 a cada 10 pessoas em maior risco de desenvolver a forma severa da covid-19.

"Infelizmente, muitas dessas condições são comuns na região, o que a deixa mais vulnerável para forma grave da doença", afirmou.

Na América Latina e no Caribe, são 185 milhões de pessoas mais suscetíveis a esse quadro da infecção pelo novo coronavírus. No continente, a porcentagem corresponde a 325 milhões de habitantes. Dentro deste grupo, a Opas informou que os homens têm duas vezes mais chances de ter a forma grave do que as mulheres.

Carissa acrescentou que a situação é mais preocupante para aqueles com mais de 65  anos, que tem maior probabilidade de desenvolver essas doenças, mas atentou que os riscos estão presentes também para adultos.

"Pessoas de 15 a 64 anos não estão imunes ao vírus e muitos deles vivem com uma ou mais pessoas que apresentam doença prévia". A diretora afirmou que algumas dessas condições, inclusive, são muito presentes entre pessoas da faixa etária, como diabetes e doenças renais crônicas.

A Opas chegou a esses dados de vulnerabilidade ao novo coronavírus nas Américas por meio de estudo feito em parceria com a Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres, no Reino Unido. A organização lançará, nas próximas semanas, uma ferramenta para uso dos países do continente que leva em conta essas particularidades levantadas.

Coronavírus não desacelera nas Américas

A diretora também informou que poucos países no continente tem conseguido conter o surto da doença.  "A pandemia de covid-19 não mostra sinais de desaceleração na nossa região", disse Carissa.

Segundo a Opas, na última semana, foram 900 mil novas infecções e 22 mil mortes - a maioria delas, no México, Brasil e EUA. No total, a região soma 7,7 milhões de casos registrados e 311 mil mortes. 

 

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