Divulgação/Nasa
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Nasa autoriza voo final do Discovery para a quarta-feira

Este voo será o 39º do Discovery, que entra para a história como o ônibus espacial que mais vezes foi utilizado

Carlos Orsi, estadão.com.br (com AP)

01 Novembro 2010 | 13h58

A Nasa liberou o ônibus espacial Discovery para seu último voo. Administradores da missão votaram unanimemente a favor de uma decolagem na quarta-feira. A meteorologia prevê 70% de chance de tempo favorável.

 

Este será o grande final do Discovery. A Nasa está prestes a encerrar o programa de ônibus espaciais, aposentando a frota de três naves - além do Discovery, há ainda o Atlantis, que já cumpriu sua missão derradeira, e o Endeavour, que deve encerrar o programa em fevereiro de 2011.

 

Este voo final será o 39º do Discovery, que entra para a história como o ônibus espacial que mais vezes foi utilizado. Ele foi o terceiro a entrar em serviço, e hoje é o mais antigo, após destruição de seus predecessores Columbia e Challenger.

 

A missão consiste em levar dois novos módulos à Estação Espacial Internacional (ISS), o Módulo Permanente Multipropósito e o Portador Expresso de Logística 4, ou ELC4.

 

Além da tripulação de seis astronautas, o Discovery leva ao espaço um robô humanoide, o Robonauta 2.

 

O Robonauta será instalado no laboratório Destiny, na parte americana da ISS. De acordo com a Nasa, o robô será usado para testar como humanos e máquinas que imitam humanos podem trabalhar em conjunto em ambientes de baixa gravidade.

 

Se o resultado for positivo, no futuro o Robonauta 2 poderá receber upgrades de software e hardware para se deslocar no interior da ISS e realizar caminhadas espaciais. Nota da agência espacial diz que "isso ajudará a entender as capacidades robóticas para futuras missões no espaço profundo".

 

A construção do Discovery teve início em 1979, e a nave foi entregue à Nasa em 1983, e realizou sua primeira missão no espaço em 84.

 

Foi a bordo do compartimento de carga do Discovery que o Telescópio Espacial Hubble ascendeu à órbita terrestre, em 1990, numa missão que teve como piloto o atual diretor da Nasa, o então astronauta Charles Bolden.

 

(com Associated Press)

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