NASA/Alan Ault/Divulgação
NASA/Alan Ault/Divulgação

Nasa diz não ter como cumprir prazo de 2016 para novos foguetes

Em relatório enviado ao Congresso dos EUA, agência espacial argumenta também que a verba estabelecida em 2010 para os projetos não será suficiente

estadão.com.br

19 Janeiro 2011 | 13h06

SÃO PAULO - A agência espacial norte-americana (Nasa) enviou para o Congresso dos Estados Unidos um relatório de 22 páginas sobre os planos de desenvolvimento para a próxima geração de foguetes que deve substituir os ônibus espaciais já aposentados nas próximas missões para asteroides e para Marte.

 

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documentoÍntegra do relatório da Nasa

 

A agência, no entanto, afirma não ter como cumprir o prazo de 2016 estabelecido pelo Authorization Act de 2010 para a finalização da nova frota espacial. O relatório argumenta também que a verba estabelecida em 2010 para os projetos não será suficiente.

 

No relatório a agência diz que "reconhece ter responsabilidade em ser clara com o Congresso e com os contribuintes sobre as verdadeiras estimativas de custos e de tempo para o desenvolvimento dos programas, e pretendemos fazer isso, da melhor maneira possível tanto neste relatório preliminar quanto nos relatórios que se seguirão."

 

A agência também afirmou que até a primavera do hemisfério norte deverá ter uma estimativa completa dos custos dos programas e contratos além das programações de aplicabilidade futura.

 

O relatório resume pedindo um "trabalho conjunto com o Congresso para atingir o objetivo de mandar voos tripulados diversos destinos em nosso sistema solar."

 

Mudança de planos

 

Em fevereiro de 2010, o presidente dos Estados Unidos Barack Obama basicamente cancelou o programa Constellation da era Bush (que previa as nave Ares-I e Ares-V), dando preferência para voos tripulados particulares, como o Falcon-9, da Space-X como meio de colocar astronautas na órbita terrestre.

 

Ele também anunciou um investimento de US$ 3 bilhões na criação de um novo foguete para o transporte de grandes massas ao espaço. O design, que deverá incorporar novos materiais e tecnologias, terá de estar pronto até 2015. Ele disse que uma nave projetada para expedições além da órbita da Lua deve ser lançada em 2025 e que seres humanos poderão orbitar Marte por volta de meados da década de 2030. "A isso se seguirá um pouso em Marte, e eu espero estar vivo para assisti-lo".

 

O primeiro objetivo da nova geração de naves para o espaço profundo, segundo ele, será levar seres humanos a asteroides, não à Lua. Na época, a medida foi apresentada como necessária por conta dos atrasos e estouros de orçamento do Constellation, concebido durante o governo de George W. Bush.

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