Scott Audette/Reuters
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Nasa fará novos reparos no Discovery após achar mais rachaduras em tanque

Último voo do ônibus espacial continua marcado para o dia 3 de fevereiro, mas pode atrasar

Reuters

03 Janeiro 2011 | 22h06

CABO CANAVERAL - A Nasa, agência espacial americana, ordenou reparos adicionais no ônibus espacial Discovery, após novas rachaduras serem descobertas no tanque de combustível. Apesar disso, o último voo da nave continua marcado para o dia 3 de fevereiro, segundo informaram autoridades.

O carregamento do ônibus espacial com destino à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) - uma das missões finais antes de os Estados Unidos encerrarem o programa da nave de 30 anos de idade - está parado desde 5 de novembro, quando um vazamento de combustível de hidrogênio frustrou uma tentativa de lançamento.

Os técnicos encontraram mais tarde uma rachadura de 53 centímetros de comprimento na espuma isolante que cobre o tanque, um perigo potencial para a viagem. Investigações posteriores revelaram fissuras subjacentes no suporte estrutural, cuja causa ainda não foi determinada.

Raios X na parte traseira do tanque revelaram rachaduras adicionais em mais três estruturas de suporte do tanque de alumínio e lítio, segundo disse o porta-voz do Centro Espacial Kennedy, Allard Buetel.

Essas rachaduras serão reparadas enquanto os gerentes consideram se modificações adicionais no tanque serão necessárias, um trabalho que pode atrasar o lançamento para o final de fevereiro.

Os tanques de combustível do Discovery têm sido uma questão de segurança máxima para a Nasa desde o acidente do Columbia, em 2003, que matou sete astronautas. Na época, um pedaço de espuma de isolamento térmico do tanque se soltou e bateu na asa da nave, que faria uma missão de 16 dias. A agência redesenhou os tanques após o acidente e desenvolveu novos procedimentos de inspeção de voo.

A Nasa encerrará este ano seu programa de ônibus espaciais, após mais duas ou três missões até a ISS, um projeto de US$ 100 bilhões que funciona desde 1998 e envolve 16 países. A Rússia já retomou o trabalho de transporte da tripulação - a um custo de US$ 51 milhões por pessoa - em antecipação à aposentadoria das naves.

Atualmente, a Nasa tem investido em empresas comerciais com a esperança de que a iniciativa privada esteja pronta para prestar serviços de lançamento a astronautas por volta de 2015.

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