Nasa revê planos para 'táxi espacial'

CABO CANAVERAL, Estados Unidos - Cortes orçamentários em um programa destinado ao desenvolvimento de táxis espaciais devem fazer com que os EUA continuem dependendo da Rússia até 2017 para levar astronautas à Estação Espacial Internacional, disse um dirigente da Nasa na quinta-feira.

REUTERS

15 de dezembro de 2011 | 20h12

Mas a reformulação do programa, que busca uma alternativa comercial aos recém-apostados ônibus espaciais, tem um lado positivo: a Nasa vai abandonar os contratos tradicionais, com preços pré-fixados, e passará a adotar parcerias mais baratas e flexíveis.

"É um pequeno passo para o 'Commercial Crew'", disse Michael Gold, advogado da empresa Bigelow Aerospace, referindo-se ao programa da Nasa para o desenvolvimento do táxi espacial. "E um passo gigantesco para o bom senso."

A alteração foi motivada pelo fato de a Nasa ter reduzido à metade a solicitação orçamentária para o programa no ano fiscal que começou em 1o de outubro (o valor ficou em 850 milhões de dólares), e pela determinação da agência em manter pelo menos dois projetos de táxi espacial sendo desenvolvidos para uma futura operação.

"Gostaríamos de manter dois fornecedores no mínimo, na verdade mais", disse o administrador-associado da Nasa, Bill Gerstenmaier, a jornalistas. "Achamos que a competição é algo crucial."

(Por Irene Klotz)

Tudo o que sabemos sobre:
CIENCIANASATAXIESPACIAL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.