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Nasce Mini Winnie, o primeiro cachorro britânico clonado

Amostra de DNA foi colhida no Reino Unido e embrião, produzido na Coreia do Sul; dona do animal venceu concurso que, como prêmio, clonava um bicho de estimação

EFE

10 Abril 2014 | 21h56

LONDRES - O primeiro cachorro britânico clonado nasceu em março, graças a um procedimento que custou o equivalente a R$ 223 mil. O animal, da raça Dachshund, conhecida no Brasil como salsicha, foi produzido depois que sua dona ganhou uma competição do Channel 4, realizada no Reino Unido. A premiação era a clonagem de um bicho de estimação.

O filhote, nascido em 30 de março em Seul, na Coreia do Sul, pesava pouco mais de 454 gramas. Ele é cópia de um cão de 12 anos chamado de Winnie, de propriedade da chef britânica Rebecca Smith, de 29 anos, moradora de West London.

Em declarações ao programa do Channel 4 que foi ao ar nesta quinta-feira, 10, com o título "O filhote de £ 60.000: clonando o melhor amigo do homem", Rebecca afirma que Winnie é "o melhor cão salsicha do mundo". A empresa responsável pela realização da clonagem de animais, Sooam Biotech, já fez mais de 500 clonagens de cães ao redor do mundo, mas considera que Winnie é o primeiro cão britânico a ser clonado.

Segundo o tabloide britânico Daily Mirror, foi extraída uma amostra de tecido de Winnie no Reino Unido. Armanezada em nitrogênio líquido, ela foi transportada para a Coreia do Sul. Lá, as células foram colocadas em óvulos de um doador da mesma raça para a criação de um embrião clonado. Depois, as células foram implantadas em uma cadela barriga de aluguel. O filhote nasceu por meio de cesária e se chama Mini Winnie.

Repercurssão. O professor Ian Wilmut, chefe da clonagem da ovelha Dolly - o primeiro mamífero clonado, em 1996 -, disse ao programa que acredita que os donos de cães clonados "se sentirão decepcionados, uma vez que grande parte da personalidade dos cães vem da maneira com a qual são tratados" e reconheceu que ele próprio "não teria um cachorro clonado".

Já Elaine Pendlebury, veterinária cirurgiã da organização beneficente PDSA, que presta serviços veterinários gratuitos a donos de animais sem recursos, indicou em um comunicado que a clonagem "não é uma maneira adequada" de dar a vida a um animal de estimação.

"É importante lembrar que manipular o DNA idêntico não leva a um cão idêntico", sublinhou Pendlebury, acrescentando ainda que "um filhote de cachorro clonado pode parecer idêntico, mas a personalidade será diferente, uma vez que se desenvolve por meio de experiências de vida, tais como formação e socialização".

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