Gabriela Biló/Estadão
Gabriela Biló/Estadão

Nelson Teich recusa cargo de conselheiro no Ministério da Saúde

Ex-ministro disse que não seria ‘coerente’ aceitar convite; também afirmou que ‘condução técnica’ da pasta deve ser baseada em ‘informações amplas e precisas’ baseadas em indicadores

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2020 | 11h55

O ex-ministro da Saúde Nelson Teich divulgou neste sábado, 23, ter recusado um convite para ser conselheiro do Ministério da Saúde. Em postagem no Twitter, o médico disse que “não seria coerente ter deixado o cargo de ministro da Saúde na semana passada e aceitar a posição de conselheiro na semana seguinte”.

Teich comentou também sobre a proposta que tinha para a pasta, que assumiu durante a pandemia do novo coronavírus, após a saída de Luiz Henrique Mandetta. “Quando assumi o MS (Ministério da Saúde), o objetivo era trazer um modelo de gestão mais técnica, que aumentasse a eficiência do sistema e melhorasse o nível de saúde da sociedade. Ser mais técnico não significa apenas uma condução médica mais técnica. Isso seria tratar o problema de forma simplista”, escreveu.

Além disso, comentou sobre a necessidade de acompanhar dados para tomar decisões. “Uma condução técnica do Sistema de Saúde significa uma gestão onde estratégia, planejamento, metas e ações são baseadas em informações amplas e precisas, acompanhadas continuadamente através de indicadores”, continuou o ex-ministro.

Na postagem, Teich ainda se diz à disposição para colaborar com a transição das gestões do ministério. “Desejo ao mnistro interino Eduardo Pazuello todo o sucesso na condução do Ministério da Saúde e estou à disposição para que a transição aconteça da melhor forma possível.”

Teich pediu demissão do cargo no dia 15 deste mês, 28 dias após assumir o ministério. A saída ocorreu em meio a divergências com o presidente Jair Bolsonaro, especialmente em relação à mudança no protocolo de uso na cloroquina no tratamento da covid-19.

 

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