Reprodução/Nasa
Reprodução/Nasa

'Nó' de energia no limite do do Sistema Solar foi desatado, diz mapa

Detectores a bordo da Ibex captam átomos neutros emitidos a partir da fronteira do Sistema Solar

estadão.com.br, estadão.com.br

01 Outubro 2010 | 15h32

Um "nó" descoberto tempos atrás na faixa de átomos neutros que emanam do limite entre o Sistema Solar e o restante da galáxia parece ter se desatado, de acordo com artigo publicado pelo periódico científico Journal of Geophysical Research.

 

Pesquisadores acreditam que a faixa, revelada inicialmente em mapas produzidos pela sonda Explorador da Fronteira Interestelar, ou Ibex, forma-se em resposta às interações entre o espaço interestelar e a heliosfera, a bolha protetora criada pelo Sol e na qual residem a Terra e os demais planetas.

 

Detectores a bordo da Ibex captam átomos neutros emitidos a partir da fronteira do Sistema Solar e lançados na direção dos planetas. Os instrumentos usam a informação para criar mapas completos da região limítrofe a cada seis meses.

Análises do primeiro mapa, divulgado no início do ano, indicavam que a faixa é controlada pela direção do campo magnético interestelar, fora da heliosfera.

 

Esse campo influenciaria a estrutura da heliosfera mais do que os cientistas imaginavam até então.

A figura, semelhante a um nó, que aparecia na parte norte da faixa de emissão, no primeiro mapa, destacava-se do restante da faixa como a característica mais marcante entre as fontes de emissão de alta energia.

 

Já o segundo mapa, divulgado nesta semana, mostra que, embora a estrutura em larga escala da faixa tenha se mantido, no geral, estável, as regiões polares apresentam menos emissões e o nó se "desatou", perdendo 30% de sua intensidade e se espalhando por outras latitudes.

 

"Estamos assistindo ao nó se desfazer à medida que se espalha por uma região da faixa", disse o pesquisador David J. McComas, principal investigador do Ibex. "Até hoje os cientistas não conseguem chegar a um acordo sobre o que causa o nó na faixa, mas comparando diferentes mapas descobrimos que a região está mudando em períodos relativamente curtos. Agora, temos de descobrir o motivo".

Mais conteúdo sobre:
sistema solar astronomia ibex

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.