No mês dedicado à psoríase, evento debate a jornada dos pacientes
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No mês dedicado à psoríase, evento debate a jornada dos pacientes

Especialistas discutiram o impacto da doença no corpo e na mente e os avanços que já garantem uma vida sem lesões

Janssen, Media Lab Estadão
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27 de outubro de 2020 | 11h10

Caracterizada por coceira, lesões avermelhadas e descamações, a psoríase é uma doença inflamatória que marca a pele, a rotina e o equilíbrio emocional dos 2,6 milhões de brasileiros1 que convivem com ela. Para falar dessa alteração crônica – e ainda sem cura –, o Media Lab Estadão promoveu o webinar “Psoríase - Rumo a uma vida sem marcas”, com patrocínio da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson. Mediado pela jornalista Rita Lisauskas, o evento reuniu especialistas e representante de pacientes para desmistificar a psoríase e debater suas repercussões físicas e emocionais.

Sem causa específica definida, a psoríase decorre de uma intensa inflamação provocada pelo próprio sistema imunológico. “Daí também estar relacionada a outras doenças”, explicou o dermatologista Paulo Oldani, chefe do Serviço de Dermatologia do Hospital dos Servidores do Rio de Janeiro (HFSE-RJ). Ele se refere a alterações articulares e do sistema cardiovascular, como hipertensão, diabetes e obesidade (veja infográfico). Embora pesquisas demonstrem um componente genético para seu aparecimento, o meio ambiente e os hábitos de vida também fazem parte dessa equação. “Tabagismo, uso abusivo de álcool, obesidade e estresse são fatores que, associados à genética, podem explicar o desenvolvimento da doença”, esclareceu o dermatologista Rafael Tomaz, gerente médico da Janssen. 

Coordenadora da BioRede Brasil, rede de associações de pacientes, a jornalista Priscila Torres destacou a dificuldade de chegar ao diagnóstico correto, tanto na rede pública quanto no sistema de saúde suplementar (planos e seguros privados). Muitas vezes quem faz o primeiro atendimento desconhece a doença e acaba atrasando o encaminhamento para um especialista. 

A decisão sobre o plano terapêutico deve levar em conta a gravidade do quadro. Nas formas mais leves (80% dos casos2), indicam-se pomadas, cremes e loções. “Nos quadros moderados e graves, a primeira opção é a fototerapia (sessões nas quais o paciente é exposto a raios ultravioleta, que têm efeito anti-inflamatório). Mas, apesar de barato, o recurso é pouco disponível na rede pública”, comentou Oldani. Se não resultar, há comprimidos e/ou injeções. Nesse rol entram, por exemplo, os imunossupressores, que reduzem a resposta inflamatória do organismo. Para as manifestações mais graves, há os imunobiológicos. “Eles funcionam como mísseis teleguiados, agindo em pontos precisos da inflamação”, pontuou Rafael Tomaz. 

Hoje, no Brasil, 12 medicamentos, entre eles quatro biológicos, fazem parte do protocolo de tratamento da psoríase e estão disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS). “Infelizmente os imunobiológicos ainda não têm cobertura dos planos de saúde”, lamentou Priscila Torres, destacando a consulta pública que pode mudar esse cenário.

Rede de apoio multidisciplinar

Cercada de preconceitos, causados pelo medo infundado de contágio, a psoríase pode levar ao isolamento. “Seja no aspecto social, emocional, físico ou ambiental, as pessoas se mostram mais impactadas até do que aquelas com doenças crônicas cardíacas ou câncer”, afirmou a psicóloga Hericka Zogbi Jorge. O modelo adequado para devolver a qualidade de vida aos pacientes, portanto, deve possibilitar acesso a psicólogos, terapeutas ocupacionais e fisioterapeutas. 

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“Hoje, sem as lesões, tenho uma nova vida”
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“A primeira placa surgiu em 2011, entre os seios, no início de uma gravidez. O médico achou que era micose e receitou pomadas. Sem acompanhamento especializado, as lesões tomaram quase 80% do meu corpo. Busquei informações na internet e comecei a me automedicar com cremes de corticoide. O quadro se agravou e fui ao inferno! Não tinha mais autoestima, quase não saía de casa. Não deixava nem o meu marido me ver. O tratamento correto veio em 2019. Hoje, sem placa alguma, tenho uma nova vida. Até criei no Facebook a página ‘Eu tenho psoríase’, que permite que pacientes se apoiem, trocando experiências e informações.”  Natícia Santos, 33 anos, autônoma

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“Em dois meses eu já não tinha placas”
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“Começou com uma coceirinha nas costas, em 2013. Procurei um dermatologista, mas os remédios e pomadas indicados não faziam efeito. As placas tomaram as costas, as nádegas, as coxas, as pernas. Tive que passar a andar com camiseta por baixo, de tanto que coçava e sangrava. Afetou minha vida pessoal, social e profissional. Eu vivia retraído, irritado. Até que um médico indicou o remédio certo e, em dois meses, eu estava sem placas. Tão seguro e tranquilo que fui até para a praia. Um verdadeiro recomeço!” Toshiyuki Takeda, 65 anos, chefe de gabinete .

Referências:

1. Kimball, AB. JEADW 2011, 25, 157-163;

2. Gottlieb at al. Journal of Dermatological Treatment

3. Yeung et al. JAMA Dermatol, 2013 October 1; 149 (10): 1173-1179

4. Dauden et al. JEADV 2018, 32, 2058-2073

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