No Rio, infectado com o H1N1 e seu amigo passam bem

Eles já não apresentam febre e tomaram a medicação para combater o vírus apenas nas primeiras 48 horas

Pedro Dantas e Alexandre Rodrigues, de O Estado de S. Paulo,

08 Maio 2009 | 16h39

Um amigo do primeiro paciente carioca contaminado com vírus Influenza A H1NI, internado com alguns dos sintomas da gripe suína, foi submetido ao teste com o kit do Centro de Controle de Doenças (CDC) e aguarda resultado em um quarto isolado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, na Ilha do Fundão, na zona norte, onde também está internado seu amigo. Caso o diagnóstico seja confirmado, ele será a primeira pessoa contaminada no País sem ter viajado ao exterior.

 

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De acordo com o chefe do Serviço de Epidemiologia e Avaliação do Hospital Universitário, Roberto Fiszman, o estado de ambos é bom. Eles já não apresentam febre e tomaram a medicação para combater o vírus apenas nas primeiras 48 horas. "O primeiro paciente pode ter alta em até 10 dias. O segundo paciente apresenta sintomas, mas que são não necessariamente da gripe A. Ele está isolado por extrema precaução", afirmou Fiszman.

 

O rapaz deu entrada no hospital na quarta-feira, um dia depois de seu amigo ser internado na mesma unidade. Eles estão isolados em quartos diferentes no 5º andar. Ontem, apesar da movimentação dos jornalistas, a rotina foi normal no hospital. Funcionários chegaram a colocar máscaras, mas logo depois as retiraram. "Foi um erro de comunicação. O único que deve usar máscara é a pessoa que está com os sintomas da gripe. Não há motivos para a população ou mesmo funcionários usarem", declarou o chefe do Serviço de Epidemiologia do Hospital Universitário.

 

Médicos, que não quiseram se identificar, afirmaram que o local para o isolamento dos pacientes foi montado rapidamente com todos os recursos e materiais necessários. No entanto, nas demais unidades do hospital a situação ainda seria caótica. Eles afirmaram que 32 cirurgias foram canceladas ontem por falta de material anestésico. Procurada, a direção do Hospital Universitário negou a informação.

 

Forças Armadas

 

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta sexta-feira, 8, que as Forças Armadas vão colaborar com o esforço do Ministério da Saúde para conter a gripe suína no País cedendo instalações e pessoal de laboratórios militares. "O problema da gripe está sendo conduzido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma competente, não há necessidade de uma ação direta das Forças Armadas. Estamos colaborando com os laboratórios militares. Mas o assunto está sendo conduzido com absoluta competência pelo Ministério da Saúde e pelo SUS", disse o ministro, em entrevista após a cerimônia militar do Dia da Vitória, no Monumento aos Mortos da 2º Guerra Mundial, na zona sul do Rio. "Os hospitais militares estão preparados para atender (eventuais doentes), mas temos que lembrar que não se pode confundir essa gripe com uma peste. É uma gripe maior, mais forte".

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