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No Rio, passageiros não recebem aviso sobre a gripe suína

Em São Paulo, agentes da Anvisa alertam passageiros com sintomas da doença a procurar um posto da agência

Pedro Dantas, O Estado de S. Paulo

27 Abril 2009 | 12h14

Os passageiros que chegam ao Brasil vindos dos Estados Unidos não estão recebendo alertas sonoros sobre os sintomas da gripe aviária. No Rio, quem desembarca no Aeroporto Internacional Tom Jobim, apenas recebe mensagens entregues por funcionários da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em São Paulo, os passageiros que apresentarem sintomas da doença são orientados a procurar um posto da Anvisa no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica.

 

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As mensagens são uma determinação do gabinete permanente de emergência do Ministério da Saúde para impedir a entrada do vírus da gripe suína no Brasil.

 

Em Cumbica, a orientação é dada através de folhetos. Até às 11h20 desta segunda-feira, 27, dois aviões haviam chegado do México: um às 11h05, da Aeromexico Linhas Aéreas e um às 11h20, da Companhia aérea Mexicana.

 

Alguns passageiros ainda usavam as máscaras recebidas no México, onde afirmam ter recebido orientação mais rigorosa sobre a doença. Mesmo assim,em São Paulo, além dos folhetos, a Anvisa divulga no sistema de som do Aeroporto de Cumbica, a cada hora, quais são os sintomas da gripe suína e como proceder quando senti-los.

 

Rio

 

De acordo com pessoas que desembarcam no aeroporto do Rio, nenhuma mensagem especial sobre a doença foi veiculada nos voos que vieram de Huston, Miami e Nova York. A única medida tomada pelos tripulantes foi identificar os passageiros de nacionalidade mexicana antes do desembarque.

 

"A única providência que foi tomada foi pedir que os mexicanos se identificassem. Os fiscais da Anvisa os receberam na porta do avião", contou a estudante Júlia Fidélis, de 17 anos, que voltou de Houston. No saguão de desembarque, até o momento não foi veiculado qualquer aviso sonoro sobre sintomas da gripe suína.

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