‘No tempo seco, tenho de mudar minha rotina’, diz gestora ambiental

Atividades esportivas ao ar livre ficam vetadas, assim como visitas a regiões com trânsito carregado, conta Fernanda Uslar

Adriana Ferraz, O Estado de S. Paulo

09 Agosto 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Desde criança, a gestora ambiental Fernanda Uslar, de 31 anos, conhece as regras. Quando o tempo está seco, atividades esportivas ao ar livre ficam vetadas, assim como visitas a regiões com trânsito carregado, como o centro de São Paulo. A ordem é evitar exposição exagerada à poluição, que neste ano já a levou uma vez ao hospital. “Fui internada em maio, com uma crise grave de asma. Não escapei, mesmo cumprindo todas as determinações dos médicos”, diz. 

A internação deste ano não foi a primeira nem a mais complicada. Em 2010, Fernanda ficou quase um mês internada por causa dos efeitos da poluição. “Estava sem chover, como agora. O resultado foi que meu quadro se agravou muito. Sentia um cansaço enorme, estava sempre ofegante e com dificuldade para respirar. Só a bombinha não dava conta. Tive de tomar cortisona.”

O risco é tão alto que, mesmo defendendo o uso do transporte público, Fernanda não anda mais de ônibus nem aceita emprego longe de sua casa, em Santo Amaro, na zona sul. “Vou trabalhar de carro. Não posso ficar exposta no ponto de ônibus.”

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