Normas de segurança reduzem mortes após cirurgias em 45%

Esse é o resultado da implantação das novas normas da OMS em uma série de hospitais de oito cidades

Efe,

14 de janeiro de 2009 | 21h26

A nova lista de normas de segurança cirúrgica desenvolvida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) reduziu as mortes após cirurgias em mais de 45% e as complicações pós-operatórias em mais de 35% , tanto nos países ricos como nos de baixa renda.   Esse é o resultado da implantação dessas normas em uma série de hospitais de oito cidades: Londres (Inglaterra), Nova Déli (Índia), Seattle (EUA), Auckland (Nova Zelândia), Toronto (Canadá), Amã (Jordânia), Manila (Filipinas) e Fakara (Tanzânia).   Matéria publicada nesta quarta-feira, 14, pela revista New England Journal of Medicine explica que a taxa de complicações graves após intervenção cirúrgica caiu de 11% para 7% (redução de mais de 36%) após a aplicação dessas normas.   Já as mortes após operações complexas caíram de 1,5% para 0,8%, uma diminuição de mais de 46%.   As percentagens foram semelhantes nos hospitais de países ricos e pobres.   Este estudo, desenvolvido pela Harvard School of Public Health (Escola de Saúde Púbica da Harvard) avaliou 7.688 operações, 3.733 antes da implantação da lista de normas de segurança e 3.955 depois.   Atualmente quatro países (Reino Unido, Irlanda, Jordânia e Filipinas) iniciaram programas nacionais para implantar a lista da OMS em todos os hospitais.   Segundo a OMS, entre 0,4% e 0,8% das operações cirúrgicas maiores se complicam e causam incapacidade permanente ou morte do paciente nos países industrializados, uma taxa que aumenta a um patamar entre 5% e 10% nas nações pobres.

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