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‘Nós criamos a pílula do câncer somente para doentes terminais’

Renato Meneguelo, um dos criadores das cápsulas, disse que a Anvisa foi procurada quatro vezes para testar a substância

Entrevista com

Renato Meneguelo

Fábio de Castro, O Estado de S. Paulo

15 Abril 2016 | 03h00

SÃO PAULO - Um dos integrantes da equipe que criou a 'pílula do câncer', Renato Meneguelo diz que a Anvisa foi procurada quatro vezes para testar a substância. Ele questiona os testes já feitos e em implementação e defende o uso da substância só para doentes terminais.

O que o senhor achou da sanção da Lei 13.269?

Era o que eu e todos os pacientes de câncer esperávamos. Nunca pensamos em comercializar a fosfoetanolamina. Queríamos que ela fosse distribuída pelo SUS. Mas isso só poderá ser feito após autorização da Anvisa.

A agência diz que nunca foi procurada para testar a substância.

Fomos à Anvisa pelo menos quatro vezes e eles nunca tiveram interesse. Temos documentos que comprovam isso.

Muitos cientistas criticam a aprovação, dizendo que ela se baseou em comoção popular e não em ciência. Eles dizem que não sabem como a droga funciona, mas nunca vieram nos perguntar. 

E os testes que serão feitos pelo governo paulista devem comprovar a eficácia? 

Eles serão feitos em pacientes que estão bem fisicamente e, por isso, os efeitos serão pequenos. Nós criamos a droga para pacientes terminais. Mas que não devem abandonar a terapia convencional. 

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Câncer Fosfoetanolamina sintética

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