Greg Baker/AFP
Greg Baker/AFP

Nova cepa de vírus provoca surto de pneumonia na China

Segundo autoridades de saúde do país asiático, trata-se de um parente do causador da Síndrome Respiratória Aguda; uma pessoa morreu e outras sete estão internadas em estado grave

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2020 | 13h26

WUHAN - A China afirma que uma nova cepa de vírus da família da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês) é a responsável pelo surto de pneumonia no país que já deixou um morto e dezenas de infectados, incluindo um cidadão da Tailândia que viajou à China.

A infecção foi identificada pela primeira vez no dia 31 de dezembro, em Wuhan, cidade do centro da China com mais de 11 milhões de habitantes, e logo despertou temores sobre um ressurgimento da altamente contagiosa SARS.

Os especialistas determinaram preliminarmente que um novo tipo de coronavírus está por trás dos casos, informou a emissora estatal CCTV ao citar resultados de laboratório.

"Foram detectados 15 resultados positivos do novo tipo de coronavírus", anunciou a CCTV.

No domingo, 12, a China descartou o retorno da SARS, que, em 2003, matou cerca de 800 pessoas, a maioria no território chinês.

"As autoridades chinesas também negaram que se trate da MERS (sigla em inglês para Síndrome Respiratória do Oriente Médio), gripe, gripe aviária ou adenovírus", informou, em nota, a Organização Mundial de Saúde (OMS). "De acordo com as autoridades chinesas, o vírus pode causar sérios problemas em alguns pacientes, mas não se propaga rapidamente."

Tailândia

A OMS confirmou nesta segunda-feira, 13, um primeiro caso na Tailândia do novo vírus da mesma família SARS, diagnosticado em uma pessoa que viajou para a China. Oriundo de Wuhan, o paciente foi hospitalizado na Tailândia, em 8 de janeiro, após ser diagnosticada com pneumonia leve.

"Os testes de laboratório confirmaram mais tarde que o novo vírus era a causa", disse o porta-voz da OMS, Tarik Jasarevic.

Segundo a Comissão de Saúde de Wuhan, das 41 pessoas diagnosticadas com o novo coronavírus, uma morreu e outras sete se encontram em estado grave. /AFP

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