Nova droga contra psoríase apresenta resultados promissores

Mais de 40% dos pacientes tratados com o remédio experimental tiveram redução de 75% dos sintomas

Reuters,

16 Dezembro 2009 | 15h49

A Celgene Corp anunciou na terça-feira, 15, que uma droga experimental para tratar a doença cutânea psoríase reduziu significativamente os sintomas no estágio intermediário de um teste.

 

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Resultados do teste com 352 pacientes mostraram que 41% deles tratados com 30 miligramas da droga, chamada Apremilast, duas vezes ao dia, observaram uma redução de 75% por cento nos sintomas, medidos por uma escala conhecida por Índice de Área e Severidade da Psoríase (Pasi-75), após 16 semanas. Apenas 6% dos pacientes que receberam um placebo chegaram a essa pontuação.

 

As ações da Celgene caíram 0,87% nas transações da manhã para US$ 53,41, em linha com um declínio de 0,71% da Arc Biotech Index na Bolsa de Valores de Nova York. "Wall Street, em nosso ponto de vista, nunca prestou muita atenção ao Apremilast, em razão do estágio relativamente inicial do programa e porque os dados sobre eficácia não eram tão impressionantes", disse o analista Geoff Meacham, do J.P. Morgan. Mesmo assim, afirmou, os resultados apontam para o potencial de vendas da droga de ao menos US$ 500 milhões, disse.

 

Se for bem-sucedida, a droga competirá com o Enbrel, da Amgen Inc's, que domina o mercado de psoríase. O Enbrel, que inibe uma proteína conhecida como fator de necrose tumoral (TNF), é injetável; o Apremilast é uma droga tomada via oral. Outros inibidores de TNF incluem o Humira, fabricado pela Abbott Laboratories Inc, e o Remicade, da Johnson & Johnson.

 

Os agentes reguladores norte-americanos também aprovaram recentemente o Stelara, da J&J, o primeiro de uma nova classe de medicamentos biológicos que têm como alvo as proteínas interleucina (IL)-12 e interleucina (IL)-23.

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