Nova terapia genética anti-HIV torna células T resistentes à infecção

Processo foi desenvolvido por equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA

estadão.com.br

27 Janeiro 2011 | 22h44

SÃO PAULO - Uma estratégia inovadora da genética para tornar as células T (glóbulos brancos do sangue responsáveis pela imunidade) resistentes à infecção pelo vírus HIV, sem afetar seu crescimento e sua atividade normais, é descrita em um artigo publicado na revista Human Gene Therapy, disponível gratuitamente na internet.

Uma equipe de pesquisadores do Japão, da Coreia do Sul e dos EUA desenvolveu uma terapia genética em que um gene bacteriano chamado MazF é transferido para as células CD4+T. A proteína MazF é uma enzima que destrói transcrições do gene, impedindo a síntese proteica. O design desse método garante que a síntese da MazF seja provocada por infecção pelo HIV. Quando o vírus infecta os linfócitos T, a MazF é induzida, bloqueando a replicação do HIV e, essencialmente, tornando as células T resistentes.

Essa ferramenta terapêutica foi desenvolvida pelo pesquisador Hideto Chono e por colegas da empresa japonesa de biomedicinaTakara Bio Inc., do Instituto Nacional de Inovação Biomédica do Japão, da Universidade Nacional de Seul e da companhia sul-coreana ViroMed Co., e da Escola de Medicina Robert Wood Johnson, nos EUA.

"O potencial de utilização de vetores para expressar genes dentro de uma célula a fim de bloquear a infecção viral foi considerado por David Baltimore em uma estratégia chamada de imunização intracelular. Esse estudo ilustra uma maneira única em que a imunização pode ser alcançada", afirma o PhD James Wilson, diretor do Programa de Terapia Genética do Departamento de Patologia e Medicina Laboratorial da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.

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