Nova vacina combate bactéria resistente a antibióticos

Medicamento poderia ser usado para tratar pacientes em estado grave e vacinar pessoas com mais de 65 anos

Efe,

28 de janeiro de 2008 | 10h18

Cientistas britânicos desenvolveram uma vacina que combate a bactéria "Clostridium difficile", que desenvolveu uma grande resistência aos antibióticos usados até agora para combatê-la. A vacina poderia ser usada para tratar pacientes em estado grave e vacinar as pessoas com mais de 65 anos, que são os grupos mais vulneráveis, informa nesta segunda-feira, 28, o jornal Daily Mail.   A última mutação ocorrida na "Clostridium difficile" tornou-a resistente ao fármaco metronidazol, o que significa que resta apenas uma substância, a vancomicina, para combatê-la. As toxinas produzidas pela bactéria irritam o revestimento do intestino, causam diarréia e uma infecção do abdômen que pode levar à morte do paciente.   No entanto, a vacina desenvolvida pelo laboratório de biotecnologia Acambis, de Cambridge, a base de formaldeído, mostrou-se eficaz contra todas as variantes da bactéria porque funciona de outra maneira. Da mesma forma que a antitetânica, a vacina não combate diretamente a bactéria, mas neutraliza as toxinas que esta produz.    "As toxinas destroem as células, e, se imaginamos que são um criminoso perigoso, é como se cortássemos as mãos para que não possa utilizar sua arma contra nós", afirma Michael Watson, vice-presidente executivo da Acambis.   Embora os antibióticos tenham ainda alguma efetividade contra essa bactéria, muitos pacientes têm uma recaída e os ataques sucessivos de diarréia os debilitam cada vez mais.   Os especialistas confiam em que, assim como a antitetânica, três ou quatro doses possam proporcionar uma proteção duradoura, com o reforço a cada dez anos.   "A 'Clostridium difficile' custa aos sistemas de saúde europeus 1,4 bilhão de euros ao ano, algo que poderia ser poupado" com a nova vacina, afirma Watson.

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